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Capitão Alden relata ameaças de facções a apoiadores de Flávio Bolsonaro na Bahia
Capitão Alden relata ameaças de facções a apoiadores de Flávio Bolsonaro na Bahia
Deputado federal reeleito afirma que eleitores têm medo de exibir adesivos e bandeiras do candidato; parlamentar cita intimidações em comunidades e diz que situação compromete a liberdade de manifestação política
Por Evilásio Júnior
13/10/2026 às 13:44

Foto: Evilásio Júnior
O deputado federal reeleito Capitão Alden (PL) afirmou que apoiadores de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, têm sido ameaçados por grupos criminosos na Bahia.
Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar relatou episódios de intimidação contra pessoas que exibem adesivos, bandeiras e outros símbolos associados ao bolsonarismo e disse que o medo tem levado eleitores a evitar manifestações públicas de apoio político.
“Eu tenho tido relatos de pessoas que não querem sequer colocar o adesivo, com medo de ter o seu carro, adquirido com suor, com toda a luta que foi para ter o seu patrimônio, ser arranhado, riscado ou mesmo ser alvo de tiro”, declarou.
Alden afirmou que presenciou situações de tensão durante a campanha para a Câmara dos Deputados, quando percorreu bairros de Salvador e outras cidades baianas. De acordo com ele, houve ameaças contra pessoas que demonstravam apoio ao senador fluminense.
“Eu fui em vários bairros fazer campanha para Flávio e para os candidatos de Flávio, em Valéria, Pau da Lima, Lauro de Freitas, Águas Claras, várias regiões do nosso estado, onde as pessoas eram literalmente ameaçadas”, disse.
O parlamentar acrescentou que, em algumas localidades, a exibição de símbolos nacionais ou de materiais de campanha teria provocado intimidações. “Se utilizasse a bandeira do Brasil, a imagem de Flávio ou imagem de Bolsonaro, usar a camisa de Flávio ou camisa do Brasil, era perseguido, era alvo de ameaça”, apontou.
Deputado cita relatos de violência e intimidação
Durante a entrevista, Alden também comentou relatos de veículos depredados e de pessoas ameaçadas por manifestarem apoio ao candidato do PL.
Questionado sobre um possível receio de eleitores em participar da campanha, o deputado respondeu que a situação é preocupante e criticou o que considera restrição à liberdade de manifestação política: “Nós não vivemos uma democracia”.
O parlamentar afirmou ainda que a dificuldade de acesso a determinadas comunidades não seria um problema isolado da campanha atual. Segundo ele, candidatos e apoiadores enfrentariam obstáculos em áreas sob influência do crime organizado.
“Tem áreas no Brasil e na Bahia, não é diferente, para o candidato fazer campanha naquela comunidade tem que pagar cem mil, duzentos mil, trezentos mil reais para ser liberado para fazer campanha”, alegou.
Parlamentar diz que precisou de apoio policial
O deputado afirmou que a sua própria atuação política exige cuidados de segurança. Durante a campanha, ele revelou que esteve em regiões onde havia ameaças atribuídas a facções criminosas e precisou adotar medidas de proteção.
“Eu ando com esse carro porque era blindado. E estou armado e tenho policiais ao meu lado”, afirmou.
Em seguida, Alden questionou a situação dos eleitores que não dispõem dos mesmos recursos de segurança. “Mas e o cidadão comum que não tem essa possibilidade?”, perguntou.
O parlamentar também relatou que, em uma campanha anterior, foi necessário conversar com a cúpula da Polícia Militar para assegurar o acesso de candidatos a determinadas localidades.
Alden critica discurso de adversários sobre Flávio Bolsonaro
Na entrevista, o deputado também contestou declarações de adversários que associam Flávio Bolsonaro à milícia e ao crime organizado. O parlamentar classificou como “terrorismo eleitoral” declarações de adversários que, segundo ele, associam uma eventual vitória do candidato a cortes em programas sociais e mudanças em políticas públicas.
Alden argumentou que Jair Bolsonaro manteve e ampliou benefícios sociais durante sua gestão e que um eventual governo de Flávio não seria ameaça a políticas como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, o Mais Médicos, o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia.
O parlamentar defendeu uma iniciativa sua chamada Cartilha da Verdade, apresentada como uma campanha nacional para rebater informações que ele considera falsas sobre o presidenciável do PL e o campo conservador.

