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Oposição libera partidos e Aleluia amplia apoios para 38 votos na disputa pela presidência da Câmara de Salvador
Oposição libera partidos e Aleluia amplia apoios para 38 votos na disputa pela presidência da Câmara de Salvador
Débora Santana, Randerson Leal, João Cláudio Bacelar, David Rios e Carlos Cléber declararam apoio ao vereador do Novo; Felipe Santana também aderiu, mas está licenciado e será substituído na votação
Por Redação
03/11/2026 às 13:24

Foto: Divulgação | Montagem: Blog do Vila
A candidatura do vereador Alexandre Aleluia (Novo) à presidência da Câmara Municipal de Salvador ganhou novos apoios nesta terça-feira (3), após a bancada de oposição decidir liberar os partidos para que cada um defina seu posicionamento na disputa.
Com a decisão, os vereadores Randerson Leal e João Cláudio Bacelar, do Podemos, David Rios (MDB) e Carlos Cléber (PSD) declararam adesão ao projeto de Aleluia, que passa a reunir 38 votos entre os 43 integrantes do Legislativo soteropolitano.
A decisão foi anunciada pelo líder da oposição, Randerson Leal, depois de uma reunião da bancada com Aleluia. O encontro não contou com a participação dos vereadores do PSOL e foi seguido por uma nova conversa entre integrantes do bloco para discutir o posicionamento de cada legenda.
Com a adesão de Débora Santana (PSDB), confirmada também nesta terça-feira, e o apoio do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), Aleluia já havia contabilizado 34 apoios declarados antes da definição da oposição. A nova composição amplia a articulação em torno do vereador do Novo e inclui representantes de diferentes partidos.
O Blog do Vila apurou ainda que Felipe Santana também manifestou apoio à candidatura, mas, por estar licenciado do mandato por quatro meses, não participará da votação. A cadeira é ocupada pelo suplente Carlos Cléber, que estará apto a votar na eleição.
Oposição apresenta pauta de compromissos
Durante a reunião, Randerson Leal apresentou a Aleluia uma pauta de compromissos para a condução da Câmara. De acordo com o líder da oposição, o candidato sinalizou positivamente aos pontos apresentados, que envolvem principalmente a autonomia do Legislativo em relação à Prefeitura e o fortalecimento da atuação dos vereadores.
Entre as reivindicações estão a garantia de independência da Câmara em relação ao Palácio Thomé de Souza, a priorização de projetos de iniciativa parlamentar e o cumprimento do Regimento Interno e dos prazos regimentais para tramitação de propostas encaminhadas pelo Executivo.
A pauta também inclui a garantia da proporcionalidade na composição das comissões permanentes e a regulamentação das emendas parlamentares.
“Entendemos que cada partido deve ter autonomia para discutir internamente e definir seu posicionamento. No nosso caso, o apoio considera o compromisso com essas pautas. Defendemos uma Câmara independente, que respeite o Regimento Interno, valorize os projetos dos vereadores e tenha protagonismo nas decisões de interesse da cidade”, afirmou Randerson.
PSOL ainda não definiu posição
A liberação dos partidos ocorre em meio às divergências ideológicas dentro da oposição sobre a candidatura de Aleluia. O PT, o PCdoB, o PSB e o PSOL ainda discutiam o posicionamento que seria adotado, com resistência especialmente entre as legendas de esquerda.
Em entrevista à Metropolitana FM, também nesta terça-feira, a vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que os partidos buscavam construir uma posição coletiva, mas apontou diferenças ideológicas em relação ao candidato do Novo. A petista também destacou a preocupação em preservar a unidade da bancada oposicionista, formada por dez vereadores.
Com a decisão de permitir manifestações individuais dos partidos, a oposição deixa de atuar necessariamente com uma posição unificada na eleição, enquanto Aleluia amplia sua base de apoio na disputa pela sucessão de Carlos Muniz.

