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Raíssa Soares critica medidas de Lula às vésperas da eleição e pede mobilização dos eleitores
Raíssa Soares critica medidas de Lula às vésperas da eleição e pede mobilização dos eleitores
Deputada federal eleita pelo PL classifica anúncios do governo como possíveis estratégias eleitorais e convoca população a votar e participar da fiscalização do processo eleitoral
Por Evilásio Júnior
16/10/2026 às 14:07

Foto: Evilásio Júnior
A deputada federal eleita Raíssa Soares (PL) criticou as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos dias que antecedem o segundo turno da eleição presidencial e fez um apelo para que os eleitores não deixem de votar.
Em entrevista à CBN Salvador, a parlamentar afirmou que as iniciativas do governo precisam ser avaliadas com cautela e questionou a capacidade de execução das medidas diante da situação econômica do país.
Na avaliação de Raíssa, os anúncios feitos na reta final da campanha podem ter motivação eleitoral. Ela argumentou que o governo teve quatro anos para implementar políticas públicas e que as iniciativas apresentadas neste momento precisam ser analisadas também pelo impacto nas contas públicas e na prestação de serviços à população.
“Preste atenção naquilo que é populista, naquilo que quer te enganar”, declarou a deputada eleita, ao comentar as medidas anunciadas pelo governo federal.
Raíssa mencionou preocupações com o déficit público, o mercado de trabalho e o financiamento de áreas como saúde e educação.
Deputada diz que eleitor não deve desistir da política
Além das críticas ao governo federal, Raíssa demonstrou preocupação com o desinteresse de parte da população pela disputa eleitoral. Ela relatou ter ouvido pessoas dizerem que pretendem não votar por estarem cansadas da polarização política.
A deputada eleita defendeu que os cidadãos compreendam o peso de sua participação nas decisões políticas e afirmou que o voto é um instrumento de transformação.
“Você precisa entender que o seu voto, a sua participação nas eleições, muda cenários”, afirmou.
Raíssa também pediu que os eleitores acompanhem o processo eleitoral e participem das iniciativas de fiscalização previstas na legislação. Ela incentivou a mobilização de cidadãos interessados em atuar como fiscais de urna, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
“Você, além de votar, vai se tornar um fiscal de urna”, declarou, ao defender maior participação da sociedade no acompanhamento da votação.
Raíssa associa críticas à disputa presidencial
Durante a entrevista, a parlamentar relacionou as medidas anunciadas pelo governo ao cenário de disputa entre Lula e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Para ela, o eleitor deve avaliar as propostas apresentadas pelos candidatos e considerar a capacidade de cada governo de transformar promessas em políticas públicas.
Raíssa afirmou ainda que a campanha de Flávio Bolsonaro está organizada em torno das diretrizes de seu plano de governo. De acordo com ela, o documento apresenta propostas para diferentes áreas e deve ser conhecido pelos eleitores antes da decisão nas urnas.
A deputada eleita também criticou o que considera o uso do medo como instrumento de convencimento eleitoral, especialmente em mensagens sobre possíveis mudanças nos benefícios sociais e nos investimentos destinados ao Nordeste.
Saúde e atendimento a autistas também entram no debate
Durante a entrevista, Raíssa citou ainda a necessidade de ampliar o atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Ela relatou ter recebido queixas de famílias sobre a demora para conseguir diagnóstico e acesso a especialistas e defendeu maior preparação das redes de saúde e educação.
A parlamentar mencionou o caso de uma mãe de Itabuna cuja filha, de oito anos, teria esperado um ano para chegar às especialidades necessárias.
“Autismo é tempo, a gente precisa de intervenções precoces”, afirmou.
Raíssa disse que pretende continuar promovendo discussões sobre o tema e destacou a importância de políticas públicas que atendam às necessidades das crianças e de suas famílias.
Ao final da entrevista, a deputada eleita reforçou o apelo para que os cidadãos exerçam o direito ao voto e acompanhem as decisões políticas que afetam o país.

