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Raíssa Soares nega tese de perseguição de Flávio à Bahia: 'O Nordeste é a menininha dos olhos do Brasil'

Raíssa Soares nega tese de perseguição de Flávio à Bahia: 'O Nordeste é a menininha dos olhos do Brasil'

Deputada federal eleita pelo PL afirma que pretende organizar eventos em diferentes regiões do estado e diz que buscará informações sobre Ivoneide Caetano ter cogitado saída da BYD de Camaçari caso Lula perca eleição: “Pode sofrer sanções e nem ser empossada”

Por Evilásio Júnior

08/10/2026 às 13:05

Foto: Marcos Corrêa / PR

A deputada federal eleita Raíssa Soares (PL) afirmou que a direita pretende ampliar a mobilização na Bahia durante o segundo turno da eleição presidencial. 

Em entrevista à CBN Salvador, a futura parlamentar disse que pretende participar da organização de eventos em diferentes regiões do estado e afirmou que vai atuar no combate ao que considera fake news contra a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Raíssa foi eleita com 162.370 votos, a segunda mulher mais votada da Bahia para a Câmara dos Deputados, atrás apenas de Ivoneide Caetano (PT). De acordo com ela, a campanha foi construída principalmente a partir de convites de apoiadores e passou por mais de 70 municípios baianos. 

“Foi uma trajetória de esforço, de empenho, de família em família, de cidade em cidade”, afirmou.

A deputada eleita também destacou que a campanha contou com pouco mais de R$ 100 mil em doações, feitas por apoiadores por meio de vaquinhas e da conta eleitoral. Ela classificou o resultado como uma vitória construída de forma “orgânica” e disse que chegou a ser abordada por eleitores que perguntavam quanto receberiam para votar nela.

Raíssa critica ataques à Bahia

Durante a entrevista, Raíssa Soares também comentou as críticas feitas por setores da direita ao resultado eleitoral da Bahia. Ela rejeitou ataques aos eleitores baianos e afirmou que há um processo de crescimento da participação política de grupos de direita no estado.

Segundo a deputada eleita, o movimento ainda encontra resistência em municípios governados por administrações de esquerda. Ela relatou ter ouvido de apoiadores que não poderiam publicar fotografias ao lado dela e afirmou que algumas pessoas teriam sido demitidas durante o período eleitoral por manifestações políticas. 

“Eu não acredito na política do ataque, porque a gente não constrói”, declarou.

Raíssa também afirmou que a votação de Flávio Bolsonaro na Bahia cresceu em relação à obtida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na eleição anterior. Na sua avaliação, o segundo turno oferece uma oportunidade para ampliar o espaço político.

“Nordeste virou a menina dos olhos”

Em uma eventual vitória de Flávio, Raíssa Soares negou a hipótese de que haverá perseguição à Bahia e ao Nordeste em função da tradição do lulopetismo nos estados.

Na avaliação da deputada eleita, a estratégia da direita para o segundo turno passa necessariamente pela região.

“O Nordeste é hoje a menininha dos olhos do Brasil”, afirmou a futura congressista, ao defender uma presença maior de lideranças nacionais da direita na região. 

Ela também disse que pretende atuar politicamente no estado a partir do mandato que assumirá na Câmara em 2027, com foco na fiscalização de contratos públicos e no acompanhamento de políticas federais e estaduais.

Combate às fake news

Em relação à discussão sobre desinformação no segundo turno, Raíssa criticou conteúdos que, segundo ela, atribuem a Flávio Bolsonaro propostas como o fim do Bolsa Família, da Farmácia Popular e dos direitos das mulheres.

A futura deputada defendeu que eleitores denunciem conteúdos que considerem falsos à Justiça Eleitoral e afirmou que pretende estimular uma mobilização nesse sentido. 

Raíssa também contestou declarações da primeira-dama Janja da Silva sobre possíveis mudanças em direitos sociais e trabalhistas caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Na avaliação da parlamentar, parte das afirmações feitas durante a campanha tem como objetivo provocar medo no eleitorado. 

Deputada promete apurar fala de petista sobre BYD

Durante a entrevista, Raíssa reagiu ainda a uma declaração da deputada federal reeleita Ivoneide Caetano (PT), que citou em público a possibilidade de a BYD deixar Camaçari caso Flávio Bolsonaro vença a eleição.

A parlamentar eleita afirmou que pretende procurar a empresa para verificar se houve, de fato, algum contato com o prefeito Luiz Caetano, marido da petista, sobre o assunto.

“Vou procurar, já estou aqui em Brasília, vou aproveitar o momento antes de voltar pra casa e procurar a estratégia melhor de fazer contato”, afirmou. 

A deputada disse ainda que, caso a informação não seja verdadeira, a divulgação poderia ter consequências eleitorais. 

“Então, eles criam a narrativa e isso se dissemina. As pessoas com menos esclarecimento acham que é verdade o que está sendo falado pela parlamentar. Se isso é uma fake news, essa deputada pode sofrer sanções e nem ser empossada, porque ela está usando a autoridade que foi dada pelo voto para gerar influência errônea. Se isso é mentira, ela vai ter que responder e pode ser prejudicada na sua diplomação, porque nós, parlamentares, somos a voz do povo e não podemos usar essa cadeira para levar mentira, cometer crime eleitoral”, advertiu.

Cinco regiões no radar

Raíssa também revelou que trabalha para levar lideranças nacionais da direita a diferentes regiões da Bahia durante o segundo turno. Entre os nomes citados estão Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, André Fernandes e Alfredo Gaspar.

Segundo ela, ainda não há agendas confirmadas, mas as articulações envolvem Guanambi, Porto Seguro, Luís Eduardo Magalhães, Teixeira de Freitas e Irecê. A intenção seria realizar eventos que alcancem também municípios vizinhos. 

“Eu estou lutando para que aconteça em Guanambi. Vai pegar mais de 50 cidades na região do agro”, contabilizou.

Na sexta-feira da próxima semana (16), o presidenciável tem agenda marcada em Salvador.

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