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Samuel Júnior acusa Lula de apresentar propostas eleitoreiras e critica mudança de posição sobre maioridade penal

Samuel Júnior acusa Lula de apresentar propostas eleitoreiras e critica mudança de posição sobre maioridade penal

Deputado estadual reeleito pelo PL afirma que medidas anunciadas pelo governo federal não seriam sustentáveis e defende responsabilização de governantes por promessas que não forem cumpridas

Por Evilásio Júnior

19/10/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

O deputado estadual Samuel Júnior (PL) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por, segundo ele, apresentar propostas com finalidade eleitoral e sem condições de execução.

Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar também questionou a mudança de posição do líder petista em relação à redução da maioridade penal e defendeu que governantes sejam responsabilizados por promessas que não conseguirem cumprir.

Reeleito para o quarto mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), com 87.152 votos, Samuel afirmou que o resultado das eleições demonstra, em sua avaliação, o desgaste do governo federal e a insatisfação de parte do eleitorado.

“Eu sempre digo que, quando você está com o caminhão e a carga está torta, não tem jeito. A melhor forma que você tem é encostar no acostamento [...] para arrumar a carga direitinho e seguir a viagem”, declarou, ao comparar a situação econômica do país à necessidade de rever prioridades.

Deputado propõe uma “PEC do charlatanismo”

Durante a entrevista, Samuel Júnior usou a expressão “PEC do charlatanismo” para defender a criação de uma proposta que, em sua avaliação, responsabilizaria presidentes e outros governantes por apresentarem promessas que não pudessem cumprir.

“Se eu tenho uma PEC do charlatanismo, de qualquer forma, essa PEC pegaria esses presidentes ou esses governantes que querem enganar o eleitor com propostas que não vão entregar”, afirmou.

O parlamentar também retomou a promessa de campanha de Lula relacionada ao acesso dos brasileiros à carne, especialmente à picanha, e argumentou que o aumento dos preços dos alimentos contrasta com a expectativa criada durante a eleição.

Para o parlamentar, o governo deveria concentrar esforços na recuperação econômica e na ampliação do poder de compra da população, em vez de anunciar medidas que ele considera insustentáveis.

Samuel questiona posição do PT sobre maioridade penal

Outro tema abordado foi a mudança de posicionamento atribuída ao PT em relação à redução da maioridade penal. Em declarações anteriores de Lula, de 2015, o presidente defendia que a criminalidade juvenil fosse analisada conforme as condições sociais e a responsabilidade do Estado.

Questionado sobre a diferença entre esse discurso e a discussão atual sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, Samuel interpretou a mudança como uma reação ao cenário eleitoral.

“Lula jamais imaginaria que perderia o primeiro turno somente para Flávio da forma que perdeu”, afirmou.

Na avaliação do deputado, propostas apresentadas às vésperas da votação precisam ser analisadas com cautela para que não se transformem em instrumentos de convencimento eleitoral sem garantia de execução.

Deputado prevê crescimento de Flávio Bolsonaro na Bahia

Samuel Júnior também avaliou a disputa presidencial e afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro poderá ampliar sua votação na Bahia. O deputado atribuiu a possibilidade à mobilização política no estado e ao trabalho de lideranças da oposição.

Para ele, a atuação do governador Jerônimo Rodrigues na campanha de Lula faz parte da estratégia política do grupo governista, enquanto os aliados de Flávio tentam ampliar o apoio ao candidato do PL.

“Eu acho que o resultado, inclusive de votos, ou seja, de porcentual, agora de Flávio, vai aumentar”, declarou.

O parlamentar disse não acreditar que Lula tenha se aproximado do adversário na disputa como mostram as últimas pesquisas de intenção de votos.

Quarto mandato na Assembleia

Ao comentar a própria reeleição, Samuel agradeceu aos eleitores e destacou o reconhecimento recebido nos bairros onde mantém atuação política.

“É um grande privilégio estar mais uma vez como deputado para poder representar os baianos”, afirmou.

O parlamentar reconheceu que a disputa foi difícil e marcada pela polarização política. Embora tenha obtido uma votação expressiva, recebeu menos votos do que na eleição anterior, quando obteve 98.914 votos pelo Republicanos.

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