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Aleluia mantém pré-candidatura ao governo, descarta acordo no 1º turno e mira 'derrotar o 13' na Bahia
Aleluia mantém pré-candidatura ao governo, descarta acordo no 1º turno e mira 'derrotar o 13' na Bahia
Ex-deputado diz que só abre mão da disputa se houver projeto melhor que o dele, critica Jerônimo, cobra plano de governo de ACM Neto e afirma que eleição estadual depende do desgaste de Lula
Por Evilásio Júnior
11/02/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior
Pré-candidato ao governo da Bahia pelo Partido Novo, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia assegurou, em entrevista à CBN Salvador, que não pretende retirar o nome no primeiro turno, mesmo diante da força do grupo liderado por ACM Neto (União Brasil).
Na avaliação do aspirante ao Palácio de Ondina, a prioridade é nacionalizar a campanha estadual. “Meu projeto é derrotar Lula no Brasil e o PT na Bahia. Qualquer projeto que não seja para encerrar esse ciclo, não conta comigo”, cravou.
Segundo Aleluia, a pré-candidatura do governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência dialoga com a estratégia maior e pode gerar composições amplas. Na Bahia, ele quer o protagonismo no projeto.
“No momento, eu prefiro que me apoiem. Não vejo clareza em outros projetos. Sou candidato até o fim”, disse.
Sem acordo no 1º turno
Questionado se abriria mão da disputa para apoiar Neto, o ex-parlamentar foi taxativo: “Não farei acordo no primeiro turno. Preciso construir o Novo na Bahia. No momento, eu prefiro que ele me apoie. Se ele me apoiar, eu acho que eu tenho mais amplitude e mais disposição de enfrentar Lula.
Apesar do tom crítico, no entanto, ele manteve portas abertas para o futuro. “Se Neto se eleger, posso apoiar o governo dele. Mas agora é hora de apresentar projeto. [...] Eu prefiro que ele traga as ideias dele para o meu plano de governo”, ponderou.
Críticas a Jerônimo e dependência do “13”
Aleluia avalia que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda depende diretamente da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Jerônimo ganhou pelo 13 e vai perder pelo 13. Se Lula cai, ele cai junto”, considerou.
Para o ex-deputado, o enfraquecimento nacional do PT será decisivo no estado. “Enquanto o 13 for forte, ninguém da oposição ganha. Temos que derrotar o 13”, afirmou.
Pacote de propostas: educação, polícia e gestão
Na tentativa de diferenciar o discurso do tradicional debate de alianças, Aleluia defende o debate de propostas práticas.
Na educação, ele cita a implantação do “ensino integral “de verdade”, escolas cívico-militares e valorização de cursos técnicos. Além de apoio à polícia e tolerância zero ao crime, na segurança pública, fim do que chama de “indústria do assistencialismo” e regionalizar a regulação de pacientes hospitalares.
“Não dá para a Bahia continuar entre os últimos estados. Sem ordem e ensino forte, não há progresso”, defendeu.
Meta legislativa
O Novo também quer crescer nas chapas proporcionais. Aleluia fala em montar nominatas regionais para eleger deputados estaduais e ao menos dois federais, com a promessa de “ficha limpa” e oposição ao aumento de gastos públicos.
Embora reconheça a força de Neto, o pré-candidato aposta no voto ideológico e na polarização com o PT para o partido crescer. “Não vou crescer rápido, mas vou crescer ponto a ponto. Essa eleição não é comum. É para decidir o futuro do Brasil”, resumiu.

