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Arthur Maia chama Jerônimo de 'Dilmo da Bahia' e cogita 'liberação' para membros do União apoiarem Flávio desde o 1º turno

Arthur Maia chama Jerônimo de 'Dilmo da Bahia' e cogita 'liberação' para membros do União apoiarem Flávio desde o 1º turno

Presidente estadual da Federação União Progressista afirmou que governo petista enfrenta crise financeira, obras paradas e perda de apoio político no interior

Por Evilásio Júnior

13/04/2026 às 12:49

Foto: Evilásio Júnior

O deputado federal Arthur Maia, presidente da federação União Progressista na Bahia, fez duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante entrevista à CBN Salvador, nesta segunda-feira (13) .

O parlamentar classificou o petista como “Dilmo da Bahia” e afirmou que ele “não tem condição de ser governador”.

Jerônimo é um Dilmo da Bahia, pela falta de capacidade. Assim como ele, uma mulher com evidente dificuldade de cognição pelas falas que a gente ouve dela. Jerônimo não tem amor nem pelas próprias falas”, comparou. 

De acordo com Maia, Jerônimo foi eleito em 2022 impulsionado pela força política e financeira do ex-governador Rui Costa (PT), em um cenário de arrecadação elevada por conta dos repasses federais da pandemia, dos precatórios e da indenização paga pela saída da Ford da Bahia.

Jerônimo é uma invenção irresponsável de Jaques Wagner e de Rui Costa. Não tem condição de ser governador da Bahia. Isso estava provado desde a eleição passada”, afirmou.

O deputado disse que, naquela época, o governo estadual conseguiu ampliar o apoio de prefeitos por meio de convênios e obras, o que teria sido decisivo para a vitória do petista sobre ACM Neto em 2022.

ACM Neto perdeu por 443 mil votos em um universo de 8,5 milhões. Se você muda 225 mil votos de lado, a gente ganha a eleição”, declarou.

Tentativa de repetir Rui e falta de dinheiro

Arthur Maia afirmou que Jerônimo tenta reeditar o modelo político de Rui Costa, baseado em convênios com prefeitos, mas disse que a atual gestão enfrenta dificuldades financeiras e não consegue tirar obras do papel.

Conforme o congressista, há municípios com obras iniciadas e paralisadas e outros que sequer receberam o início das intervenções prometidas.

Hoje existem dois tipos de município na Bahia: os que têm obras iniciadas e paradas e os que receberam promessas e não tiveram obra nenhuma”, disse.

O deputado citou cidades como Bom Jesus da Lapa e Guanambi como exemplos de localidades que, segundo ele, aguardam obras prometidas pelo governo estadual.

“Fila da matação” e críticas à educação e segurança

O dirigente concentrou boa parte da entrevista em críticas às áreas essenciais da administração pública.

Na saúde, ele afirmou que a fila da regulação, a qual chamou de “fila da matação”, piorou no governo Jerônimo e criticou o sistema de marcação de exames, cirurgias e internações.

O governo abandonou completamente as macroquestões da administração. A saúde pública da Bahia é uma calamidade”, declarou.

Na segurança pública, o deputado afirmou que as facções criminosas ampliaram sua presença no estado e criticou o discurso do PT sobre o combate ao crime.

Já na educação, Arthur Maia voltou a responsabilizar Jerônimo pelo desempenho da rede estadual, ao lembrar que o atual governador foi secretário estadual da área.

O PT levou a educação da Bahia à falência. Nós temos a segunda pior educação do Brasil”, afirmou.

O parlamentar também criticou a política de aprovação automática nas escolas e disse que o governo enfraqueceu a autoridade dos professores em sala de aula.

Flávio favorito e liberação de voto

Ao comentar o cenário nacional, Arthur Maia disse que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece hoje como favorito na disputa presidencial e afirmou que a oposição precisa discutir qual será o melhor nome para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar de reconhecer a proximidade de ACM Neto com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Palácio do Planalto, o deputado afirmou que a federação União Progressista precisará refletir sobre a estratégia eleitoral.

Não tenho dúvida do favoritismo de Flávio. O crescimento dele é muito importante para nós. Essa reflexão precisa ser feita para ver o que é melhor para o nosso projeto político na Bahia”, disse.

Na avaliação do parlamentar, o senador fluminense é “um sujeito muito mais fácil de tratar do que Bolsonaro” por ser “mais jovem e ter a mente mais arejada”. 

Ele cogitou até mesmo a possibilidade de os seus correligionários serem liberados a fazer campanha para o postulante liberal. 

Então, esse assunto de apoios no primeiro turno, eu penso que nós temos que ter uma reflexão. Inclusive, se for o caso, liberando os parlamentares que estejam no União Brasil, que estejam na nossa coligação, que queiram apoiar Flávio Bolsonaro”, admitiu.

Arthur Maia ainda afirmou que percebe desgaste do PT no interior da Bahia e disse acreditar que Jerônimo Rodrigues chega enfraquecido para a disputa pela reeleição.

Eu não sei se ACM Neto está mais forte do que na eleição passada. Agora, eu sei que os nossos adversários estão muito mais fracos”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: 

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