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Cleto da Banana cai da presidência da Câmara de Alagoinhas pela segunda vez após decisão da Justiça

Cleto da Banana cai da presidência da Câmara de Alagoinhas pela segunda vez após decisão da Justiça

Justiça acolhe ação de integrantes do Novo e anula eleição para o terceiro mandato do vereador. Regimento da Casa permite apenas uma reeleição para o comando do Legislativo

Por Redação

26/08/2026 às 22:08

Foto: Divulgação

Parece que a cadeira de presidente da Câmara de Alagoinhas resolveu criar vida própria — e não quer mais Cleto da Banana (PSD) sentado nela.

Pela segunda vez, a Justiça da Bahia determinou o afastamento do vereador da presidência do Legislativo municipal. A decisão foi tomada nesta terça-feira (25), após uma ação civil pública apresentada por integrantes do Partido Novo de Alagoinhas, que questionaram a legalidade da eleição de Cleto para um terceiro mandato consecutivo no comando da Casa.

Conforme a ação, o Regimento Interno da Câmara permite apenas uma reeleição para o cargo de presidente. Ou seja: depois de dois mandatos, seria hora de passar o bastão — ou, no caso, o martelo da presidência.

A liminar determina a anulação da eleição que levou Cleto da Banana ao terceiro mandato e o seu afastamento da presidência.

Já teve repeteco

A situação, aliás, não é exatamente inédita.

Em agosto de 2025, Cleto já havia sido afastado da presidência da Câmara por decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública. Agora, pouco mais de um ano depois, a Justiça volta a colocar o parlamentar fora do comando do Legislativo.

É o tipo de repetição que nenhum presidente de Câmara gostaria de colecionar.

O advogado Leandro Sanson, filiado ao Novo e pré-candidato a deputado federal, comemorou a nova decisão e classificou o resultado como uma vitória não apenas do partido, mas também da população de Alagoinhas.

“A nova sentença saiu favorável a nossa ação considerando procedente a nossa causa e determinando a anulação da eleição para o terceiro mandato do vereador Cleto da Banana na presidência da Câmara de Vereadores e o seu afastamento”, afirmou Sanson.

Novo diz que fez política sem mandato

Sanson aproveitou a decisão para reforçar o discurso de que o partido conseguiu provocar mudanças mesmo sem ocupar cadeiras no Legislativo municipal.

Segundo ele, a ação representa uma defesa do cumprimento das regras e da legalidade na política.

“Nós não temos mandato. Somos cidadãos preocupados em fazer aquilo que é certo e com coragem de lutar por aquilo que acreditamos”, declarou.

E, como ninguém é de ferro, a decisão judicial também virou palanque eleitoral.

Sanson afirmou que, se o grupo já consegue resultados sem mandato, poderia fazer ainda mais caso ele seja eleito deputado federal.

“Se sem mandato já estamos conseguindo tantas vitórias para a população, imagina o que eu vou poder fazer por você se tiver um mandato na Câmara dos Deputados”, provocou.

Enquanto isso, em Alagoinhas, a presidência da Câmara segue semelhante a uma cadeira com prazo de validade jurídica. Cleto da Banana já foi afastado uma vez, voltou, tentou um terceiro mandato e agora recebeu da Justiça uma espécie de “vale-tentar-de-novo”: afastamento outra vez.

Resta saber quem vai assumir o comando da Casa — e, principalmente, se dessa vez o regimento interno será lido até o fim antes da próxima eleição.

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