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Bruno chama Jerônimo de 'Rolando Lero', afirma que governador 'não gosta de governar' e ironiza início das obras da Ponte Salvador-Itaparica: 'Laranjada'

Bruno chama Jerônimo de 'Rolando Lero', afirma que governador 'não gosta de governar' e ironiza início das obras da Ponte Salvador-Itaparica: 'Laranjada'

Prefeito de Salvador afirma que petista não tem preparo para administrar o Estado, diz que obra da ponte virou "piada nacional" e questiona viabilidade técnica do projeto apresentado pelo governo

Por Evilásio Júnior

28/07/2026 às 12:10

Foto: Evilásio Júnior

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), elevou o tom contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou o petista como um político do "estilo Rolando Lero", personagem da antiga Escolinha do Professor Raimundo, conhecido por tentar enganar a classe ao fingir conhecer os assuntos. 

Em entrevista às rádios CBN Salvador, Metropolitana e Feliz FM, nesta terça-feira (28), Bruno afirmou que o chefe do Executivo estadual "não gosta de governar", voltou a questionar a capacidade administrativa do adversário e ainda ironizou o ato que marcou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, ao classificar o evento como uma "laranjada"

Na avaliação do gestor soteropolitano, o governador nunca esteve preparado para comandar a Bahia e, mesmo após quase quatro anos de mandato, não conseguiu dominar os principais temas da administração estadual.

"Ele prefere viajar do que governar. Não lidera, não decide e não se apropriou dos problemas do Estado. É um político do estilo Rolando Lero: conversa bem, é simpático, mas o povo quer resultado", afirmou.

O prefeito também reagiu às declarações de aliados do governo que apontam Jerônimo como um gestor habilidoso politicamente.

"Não é porque o sujeito é gente boa ou simpático que está preparado para governar. As pessoas querem competência, capacidade e resultado", disse.

Críticas à Ponte Salvador-Itaparica 

Outro alvo foi a Ponte Salvador-Itaparica. Bruno afirmou que o ato realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador para marcar o início das obras foi apenas uma ação de marketing político.

De acordo com o prefeito, o maior desafio técnico da ponte sequer começou a ser enfrentado.

"O principal pilar da obra terá de ser instalado a cerca de 60 metros abaixo do espelho d'água, com mais 40 metros de fixação na rocha, totalizando aproximadamente 100 metros de fundação, além de outros 95 metros acima da água para permitir a passagem das embarcações. Será um pilar de quase 195 metros, maior do que qualquer estrutura semelhante já executada pela empresa chinesa responsável pelo projeto", afirmou.

Para Bruno, justamente em função da complexidade, a construção deveria começar pelo trecho mais difícil: "Em vez disso, fizeram uma cerimônia para instalar uma estrutura em Vera Cruz. Chamaram o presidente da República para uma laranjada... Isso virou uma piada nacional." 

O prefeito também afirmou que o projeto executivo ainda não foi protocolado integralmente na Prefeitura de Salvador para análise urbanística e ambiental.

Ataques a Rui Costa 

Bruno ainda voltou a direcionar críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao afirmar que o ex-governador "queria ser candidato" ao Palácio de Ondina e hoje tenta ganhar protagonismo por meio de ataques aos adversários.

"Ele usa a polêmica para aparecer. Vai brigar sozinho", declarou.

De acordo com o prefeito, pesquisas internas mostram crescimento de ACM Neto (União Brasil) na capital e no interior, o que explicaria a estratégia governista de concentrar críticas à gestão municipal.

Mudança de ciclo 

Ao defender a candidatura de Neto, Bruno comparou o momento político atual às mudanças de ciclo ocorridas em 1986, com a vitória de Waldir Pires, e 2006, com a chegada de Jaques Wagner ao Palácio de Ondina.

O gestor soteropolitano afirmou que, após duas décadas de governos petistas, a Bahia vive novamente um ambiente favorável à alternância de poder.

"O povo teve paciência. O PT teve tempo. Agora cansou de esperar", disse.

Entregas até o final do mandato 

Na parte final da entrevista, Bruno também afirmou que pretende concluir uma série de obras até o fim do ano, entre elas o Centro de Convenções do Subúrbio, a Arena Multiuso, o novo Teatro Vila Velha, a Escola de Música Letieres Leite, oito escolas municipais, novos equipamentos da assistência social, além do início das obras do teleférico e da implantação de 10 mil câmeras com reconhecimento facial e um novo sistema de monitoramento eletrônico na capital.

Confira a entrevista da CBN na íntegra:

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