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Bancada da Bahia vota unida no 1º turno da PEC da Segurança, mas quatro deputados se ausentam na segunda votação

Bancada da Bahia vota unida no 1º turno da PEC da Segurança, mas quatro deputados se ausentam na segunda votação

Todos os 39 deputados federais da Bahia votaram a favor da PEC da Segurança Pública no primeiro turno na Câmara. No segundo, quatro parlamentares do estado não registraram voto

Por Redação

05/03/2026 às 07:44

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que promove mudanças na estrutura da segurança pública e no combate ao crime organizado no país.

O texto recebeu ampla maioria: foram 487 votos a favor e 15 contra no primeiro turno, e 461 favoráveis e 14 contrários no segundo. Eram necessários pelo menos 308 votos para aprovação.

Entre os parlamentares da Bahia, todos os 39 deputados votaram a favor na primeira votação. Já no segundo turno, quatro não participaram da deliberação: Elmar Nascimento (União Brasil), José Rocha (União Brasil), Joseildo Ramos (PT) e Waldenor Pereira (PT).

A proposta agora segue para análise do Senado.

O que muda com a PEC

O texto aprovado prevê um redesenho do sistema de segurança pública, com o objetivo de integrar as ações de combate ao crime organizado entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Entre os principais pontos da proposta está a criação do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, formalizando a integração das forças policiais e de inteligência.

A PEC também inclui na Carta Magna o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, determinando que 50% dos recursos sejam repassados a estados e municípios.

Outro ponto importante é a ampliação das atribuições da Polícia Federal, que passa a ter competência expressa para atuar contra organizações criminosas e milícias com atuação interestadual ou internacional.

Além disso, o texto amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal, permitindo operações também em hidrovias e ferrovias, e autoriza apoio a estados em situações de calamidade ou quando solicitado pelos governadores.

Polícias municipais e endurecimento contra crimes violentos

A proposta também prevê a criação das chamadas polícias municipais comunitárias, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário, desde que os municípios cumpram critérios mínimos, como capacidade financeira e estrutura administrativa.

Outro trecho estabelece regras mais rígidas para crimes violentos, prevendo cumprimento de pena em presídios de segurança máxima ou unidades especiais, além de restrições à progressão de regime, liberdade provisória e saída temporária em determinados casos.

Também passa a ser prevista a expropriação de bens ligados a atividades criminosas.

Mudança na maioridade penal ficou de fora

Um dos pontos mais polêmicos inicialmente previstos no texto era a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes cometidos com violência ou grave ameaça. A medida, porém, foi retirada durante as negociações.

O relator da matéria, deputado Mendonça Filho (União-PE), acatou pedido da base governista e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o tema seja discutido em outra proposta.

Segundo líderes partidários, a retirada do trecho buscou evitar que o debate sobre a maioridade penal contaminasse a tramitação da PEC e dificultasse sua aprovação no Senado.

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