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Ireuda alerta para uso de dispositivos de rastreamento contra mulheres: 'Tecnologia não pode servir à violência'
Ireuda alerta para uso de dispositivos de rastreamento contra mulheres: 'Tecnologia não pode servir à violência'
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Salvador afirma que prática pode configurar crime de perseguição e pede denúncias às autoridades
Por Redação
26/06/2026 às 10:05

Foto: Reginaldo Ipê / CMS
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, manifestou preocupação com o aumento de casos em que dispositivos eletrônicos de rastreamento, conhecidos como "tags", seriam utilizados para monitorar e perseguir mulheres.
De acordo com a parlamentar, a prática, revelada recentemente em reportagem da imprensa, pode configurar o crime de perseguição (stalking), previsto no artigo 147-A do Código Penal, além de representar uma grave violação da privacidade das vítimas.
"A violência contra a mulher tem assumido novas formas, acompanhando as transformações tecnológicas. Esconder dispositivos de rastreamento em bolsas, carros ou pertences pessoais para vigiar a rotina de uma mulher é uma grave invasão de privacidade e uma forma de violência psicológica que não pode ser naturalizada", afirmou.
Tecnologia usada como instrumento de controle
Conforme Ireuda, muitos dos casos de monitoramento são praticados por ex-companheiros que não aceitam o fim do relacionamento e utilizam recursos tecnológicos para manter o controle sobre a rotina da vítima.
"Esse comportamento revela uma tentativa de manter o domínio sobre a vida da mulher mesmo após o término da relação. É uma violência silenciosa, mas extremamente perigosa, que pode anteceder agressões ainda mais graves. Toda denúncia deve ser levada a sério pelas autoridades", destacou.
Orientação é denunciar imediatamente
A vereadora também orientou que mulheres que suspeitem estar sendo monitoradas procurem imediatamente as autoridades policiais para registrar ocorrência e, quando necessário, solicitar medidas protetivas previstas na legislação.
"É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas. Existem instrumentos legais para protegê-las, e é preciso denunciar. Quanto mais cedo essa perseguição for interrompida, maiores são as chances de evitar a escalada da violência", concluiu.

