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Jerônimo cobra definição de ACM Neto, associa ex-prefeito ao bolsonarismo e promete chapa 'forte e competitiva' em 2026

Jerônimo cobra definição de ACM Neto, associa ex-prefeito ao bolsonarismo e promete chapa 'forte e competitiva' em 2026

Governador diz que oposição vive indefinição, critica postura “em cima do muro” do União Brasil e afirma que Bahia não pode voltar ao “retrocesso” vivido no governo Bolsonaro

Por Redação

25/12/2025 às 09:24

Foto: Feijão Almeida / GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) endureceu o discurso nesta quarta-feira (24) ao comentar o cenário político para as eleições de 2026. Em conversa com jornalistas, durante a realização do Natal Mais Social, no bairro da Liberdade, em Salvador, o petista afirmou que o grupo que lidera está focado exclusivamente na montagem de uma chapa forte e competitiva, ao mesmo tempo em que cobrou uma definição clara do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil).

Segundo Jerônimo, a prioridade do grupo governista é estruturar uma chapa robusta para ampliar as bancadas federal e estadual, independentemente dos nomes que irão compô-la.

“Nós estamos cuidando para que a chapa da gente seja uma chapa forte, competitiva, com bons nomes, para aumentarmos a quantidade de deputados federais e deputados estaduais. Eu estou muito focado nisso”, afirmou.

Ao falar da oposição, o governador subiu o tom e direcionou críticas diretas a ACM Neto, a quem acusou de manter uma postura ambígua e de ter histórico de alinhamento com o bolsonarismo.

“Quanto à posição do ex-prefeito, eu acho que agora ele vai tomar decisão. Eu espero que ele tome, para não ficar em cima do muro, nessa posição do tanto faz”, disparou.

Jerônimo foi além e associou o adversário político ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando a crítica ao legado do governo federal anterior.

“Ele sempre esteve do lado do Bolsonaro, sempre. Todo mundo sabe. Ele não é do lado da classe trabalhadora. Eu espero que agora as pessoas o enxerguem assim: do lado de um governo federal que não cuidou da Bahia, que deixou morrer 700 mil pessoas”, afirmou.

O governador também defendeu que ACM Neto assuma publicamente o projeto político do qual faz parte. “Eu espero que ele possa fazer a defesa do projeto que ele participa. Nós vamos cuidar da nossa parte, e ele que saia do muro”, completou.

Lula, Bahia e o discurso do “retrocesso”

Ao tratar da formação da chapa majoritária, Jerônimo evitou antecipar nomes, mas reafirmou compromisso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a reeleição do projeto nacional petista. Segundo ele, a Bahia tem papel estratégico na disputa presidencial.

“Independentemente da composição da chapa, a Bahia tem uma responsabilidade com o Brasil. Quero dizer, em letras garrafais: o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar mais quatro anos no retrocesso”, declarou.

O governador voltou a criticar o período em que Bolsonaro esteve no Planalto e reforçou que a Bahia foi, segundo ele, penalizada pela gestão federal anterior.

“A Bahia não recebeu nem um centavo do governo federal na era Bolsonaro. Então, a gente não pode errar. Se tivermos de mudar, é mudar para melhor, não é para pior. Nós já vivenciamos isso”, disse.

Recado interno e prazo político

Por fim, Jerônimo enviou um recado direto às bases aliadas e aos partidos do campo governista, ao pedir unidade e cautela até a definição da chapa, prevista para os próximos meses.

“Aqui na Bahia, nós vamos montar uma chapa competitiva. Temos até o mês de março para fazer isso. Conclamo mais uma vez, como líder desse grupo, que a gente tenha tranquilidade, que não fique em fake e não fique construindo um ambiente de desunião”, afirmou.

“A chapa tem que ser competitiva e fortalecer a nossa união”, concluiu.

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