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Kléber Rosa aposta em crescimento do PSOL na Alba e descarta papel de 'apêndice' do PT na Bahia

Kléber Rosa aposta em crescimento do PSOL na Alba e descarta papel de 'apêndice' do PT na Bahia

Ex-candidato à Prefeitura de Salvador afirma que partido deve ampliar bancada na Assembleia Legislativa, mantém apoio a Lula no plano nacional e reforça independência em relação ao PT no estado

Por Evilásio Júnior

24/07/2026 às 16:20

Foto: Luiz Henrique / CBN Salvador

Ex-candidato à Prefeitura de Salvador e agora candidato a deputado estadual, Kléber Rosa (PSOL) afirmou que a expectativa da Federação PSOL/Rede é ampliar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nas eleições deste ano. 

Durante a convenção realizada nesta sexta-feira (24), no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador, o dirigente também rejeitou a tese de que a legenda possa atuar como um "apêndice" do PT na disputa estadual.

Em entrevista à CBN Salvador, Kléber disse que a oficialização das candidaturas de Ronaldo Mansur, Meire Reis, Delliana Ricelli e Marcelo Carvalho marca o início de uma nova etapa da campanha, com maior intensidade nas atividades pelo estado.

Segundo ele, o PSOL chega ao processo eleitoral fortalecido pelo desempenho obtido nas últimas eleições municipais. Em 2024, a legenda ampliou sua presença no interior da Bahia e dobrou a bancada na Câmara Municipal de Salvador, com as vitórias de Eliete Paraguassu e Hamilton Assis, também apresentados no evento como postulantes à Câmara Federal.

"O partido cresceu e acreditamos que esse fortalecimento vai se refletir agora na Assembleia Legislativa", afirmou.

Kléber projetou que a federação poderá eleger três deputados estaduais e ampliar a atual representação da legenda na Alba, que conta com a atuação de Hilton Coelho, que tenta a reeleição.

Apoio a Lula e independência na Bahia

O ex-candidato à Prefeitura de Salvador reiterou que o PSOL manterá o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, por considerar que o petista representa um "muro de contenção" ao retorno do bolsonarismo ao poder.

Segundo ele, a tentativa de golpe após as eleições de 2022 reforçou a posição adotada pelo partido no cenário nacional.

Ao mesmo tempo, Kléber fez questão de diferenciar a estratégia da legenda na Bahia, ao afirmar que o PSOL preserva sua identidade política e mantém um projeto próprio para o estado.

Questionado se a polarização entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) poderia reduzir o partido a um aliado automático do governo estadual, ele descartou essa possibilidade.

"O PSOL tem cara própria, identidade própria. É um partido que preserva seus princípios e não faz alianças para esvaziar seu programa", declarou.

Conforme Kléber, a legenda continuará a defender um projeto de esquerda independente, baseado na manutenção de suas posições históricas e na construção de propostas voltadas aos interesses da população baiana.

Com informações do repórter Luiz Henrique, da CBN Salvador. 

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