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Marcelo Nilo descarta assumir vaga na Câmara e reafirma candidatura ao Senado: 'Prefiro perder com dignidade'

Marcelo Nilo descarta assumir vaga na Câmara e reafirma candidatura ao Senado: 'Prefiro perder com dignidade'

Ex-deputado diz que foi convidado por ACM Neto e Bruno Reis para assumir mandato de deputado federal, mas rejeitou proposta e mantém plano de disputar o Senado: “Quero assinar o impeachment de Alexandre Moraes e Toffoli”

Por Evilásio Júnior

13/03/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

O ex-parlamentar Marcelo Nilo (Republicanos) afirmou que não pretende assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, mesmo após ser procurado pelo grupo político do ex-prefeito ACM Neto e do atual Bruno Reis (ambos do União Brasil).

Em entrevista à CBN Salvador, nesta quinta-feira (12), ele confirmou ter recebido convite para ocupar, por cerca de nove meses, o mandato de deputado federal caso Alex Santana (Republicanos) deixe o cargo para assumir função na Prefeitura de Salvador. O movimento abriria espaço para o primeiro suplente da legenda.

Segundo ele, no entanto, a proposta foi recusada. “ACM Neto conversou comigo e Bruno Reis conversou comigo para eu ser deputado federal por nove meses. Eu disse que não aceitaria. Não aceito”, afirmou.

Candidatura ao Senado

Durante a entrevista, Nilo reafirmou que pretende disputar o Senado em 2026, mesmo diante da possibilidade de uma chapa já estruturada na oposição com ACM Neto candidato ao governo, com Zé Cocá (PP) na vice, além de Angelo Coronel (sem partido) e João Roma (PL) para as duas vagas ao Senado.

O ex-deputado indicou que prefere manter o projeto político mesmo diante das dificuldades eleitorais.

“Eu prefiro sair candidato a senador avulso pelo Democracia Cristã e apoiar Neto para governador. Se eu apoiar Coronel e João Roma sem estar na chapa, na minha visão eu estarei perdendo minha dignidade”, declarou.

Crítica a Coronel

Nilo também afirmou que não apoiaria a candidatura do senador Angelo Coronel, embora reconheça uma relação pessoal com o parlamentar.

Segundo ele, há um histórico político que impede o alinhamento.

“Eu não tenho condições de votar em Angelo Coronel sem estar na chapa. Eu gosto dele como pessoa, mas pelo passado que nós tivemos eu não posso apoiar apenas pelos ‘bonitos olhos’”, disse.

Em 2017, o então presidente da Assembleia tentou ser reeleito para o sexto mandato consecutivo no comando da Casa, mas foi derrotado justamente por uma articulação que levou o atual senador à chefia da Alba.

Crítica ao Supremo

Durante a entrevista, Nilo também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que uma eventual eleição ao Senado teria como uma de suas bandeiras a responsabilização de ministros da Corte.

“Eu quero assinar o impeachment de Alexandre Moraes, eu quero assinar o impeachment de [Dias] Toffoli. Eu quero ser senador para, no primeiro ato, assinar pedido de impeachment de ministros do Supremo. É inaceitável a situação”, criticou.

Possível saída do Republicanos

Nilo também indicou que pode deixar o Republicanos caso não receba garantia da legenda para disputar o Senado.

Ele afirmou que pretende conversar com o deputado federal Márcio Marinho, presidente estadual do partido.

“Se eles não me garantirem a vaga de senador, vou ter que avaliar meu caminho. Se o Republicanos garantir, nós vamos conversar com a direção nacional”, disse.

Apesar de reconhecer a dificuldade de uma candidatura ao Senado pelo DC, Nilo afirmou que prefere manter seu projeto político. “Se eu for avulso para o Senado e perder, encerro minha carreira com dignidade”, declarou.

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