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Operação do MP mira suposto esquema criminoso na Prefeitura de Salvador e pede afastamento de vereador e secretário
Operação do MP mira suposto esquema criminoso na Prefeitura de Salvador e pede afastamento de vereador e secretário
Investigação do Gaeco aponta suspeitas de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro; Justiça determinou buscas, bloqueio de bens e afastamento de agentes públicos.
Por Redação
13/07/2026 às 19:42

Foto: George Gordinho da Favela é um dos investigados | Evilásio Júnior
Uma operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), nesta segunda-feira (13), colocou no centro das investigações um suposto esquema criminoso que teria atuado dentro da estrutura da Prefeitura de Salvador desde 2018.
De acordo com o MP, a organização utilizava o município para estruturar núcleos empresarial e operacional, mediante a participação de agentes públicos ligados à Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e à Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas e cinco empresas. A operação contou com o apoio de equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil da Bahia.
Entre os investigados estão o vereador George Reis (PP), conhecido como Gordinho da Favela, e o secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes. A decisão da juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador, determinou o afastamento cautelar dos dois de suas funções públicas. Também foi afastada uma diretora responsável pela gestão de licitações na Seman.
O Ministério Público solicitou ainda à Justiça o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 38.321.127,95, além da suspensão do exercício de funções públicas e de mandato eletivo de cinco investigados e da proibição de contato entre eles durante o andamento das investigações.
Além do afastamento, a promotoria também pediu as prisões preventivas do secretário, do vereador e de mais quatro pessoas. No entanto, os pedidos não foram acatados pela Justiça.
As apurações envolvem suspeitas de fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
O que dizem os investigados
Por meio de nota, o vereador George Reis afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e, por isso, desconhece os elementos que embasam a apuração. Ele já estava licenciado do cargo em função de sua pré-candidatura a deputado estadual e dado o lugar ao suplente Tiago Queiroz.
"Até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração. Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal."
Já a Prefeitura de Salvador informou que cumprirá a decisão judicial e prestará colaboração ao Ministério Público durante as investigações. A administração municipal também anunciou a abertura de um procedimento administrativo para apurar eventual dano ao erário decorrente dos fatos investigados.

