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Sosthenes afirma que PDDU só será enviado quando estiver 'amadurecido' e descarta influência de prazo eleitoral

Sosthenes afirma que PDDU só será enviado quando estiver 'amadurecido' e descarta influência de prazo eleitoral

Novo secretário da Sedur afirma que projeto será construído com diálogo técnico e político, nega manobra para adiar discussão e promete dar mais celeridade aos processos urbanísticos

Por Evilásio Júnior

02/02/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

Recém-empossado secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Sedur), Sosthenes Macedo afirmou que o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) não será enviado à Câmara por pressão de calendário eleitoral, mas apenas quando o texto estiver pronto para debate.

De acordo com o novo titular da Sedur, qualquer previsão no momento seria precipitada. “O PDDU vai chegar quando estiver amadurecido. Esse amadurecimento é feito com a Câmara de Vereadores”, declarou, em entrevista à rádio Metropolitana FM.

A fala responde a críticas da oposição, que tem ventilado nos bastidores que o projeto só chegaria ao Legislativo depois das eleições, como forma de evitar desgaste político.

“Qualquer fala sobre prazo agora é prematura e precipitada. Não é algo feito num piscar de olhos. É construído com muita conversa, diálogo e maturidade.”, rebateu Sosthenes.

Debate técnico e político

O secretário destacou que o Plano Diretor é uma exigência constitucional e envolve diretamente o futuro da cidade, o que exige discussão ampla.

“É uma peça constitucional, faz parte do arcabouço legal das cidades. Vamos fazer esse debate com muito estudo, muita discussão técnica e muita discussão política também”, disse.

Ele afirmou que o Legislativo terá protagonismo na tramitação e elogiou a condução do presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB).

“A Câmara é quem tem o mister de desenvolver os projetos. Tenho convicção de que os vereadores terão maturidade para discutir e aprovar o que for melhor para Salvador”, projetou.

Meio ambiente e críticas à oposição

Questionado sobre possíveis embates ambientais e judicializações, como ocorreu no PDDU de 2016, Sosthenes disse que o debate precisa ser menos ideológico e mais técnico, ao citar a sua própria experiência acumulada na Defesa Civil.

“A gente não pode ficar em discussões superficiais. Parece que existe a turma do ‘não’, que critica por criticar”, disparou.

Ele lembrou ações ambientais da prefeitura, como o plantio de árvores na cidade. “Plantamos 140 mil árvores. Setenta por cento vingaram. Aí dizem que nenhuma pega. Não dá para decidir o que quer e criticar tudo ao mesmo tempo”, exemplificou.

Nova fase na Sedur

Após mais de oito anos à frente da Defesa Civil, Sosthenes disse que aceitou o convite do prefeito Bruno Reis União Brasil) para oxigenar a gestão urbana: “Chego com muito respeito a quem passou, mas querendo imprimir nossa marca.”

Segundo ele, tal marca passa por diálogo permanente e agilidade administrativa. “Meu modelo é conversar, ouvir bastante e dar celeridade. A gente não quer processo virando o ano na mesa. Celeridade gera emprego, gera desenvolvimento”, afirmou.

O secretário afirmou que já iniciou reuniões com equipes técnicas, do Meio Ambiente, concessionárias e áreas de licenciamento para construir o PDDU de forma transversal.

“Não é um pensamento minimalista. Você perpassa a cidade por diversos atores. Estamos construindo esse novo momento”, finalizou.

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