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Talita Oliveira critica pressão de ala do PL contra ACM Neto: 'Quem não vota nele está votando no PT'

Talita Oliveira critica pressão de ala do PL contra ACM Neto: 'Quem não vota nele está votando no PT'

Ex-deputada estadual e pré-candidata à Câmara defende unidade da oposição, acusa parlamentares de priorizarem projetos pessoais e chama ex-prefeito de “ponte” para derrotar grupo petista na Bahia

Por Evilásio Júnior

16/06/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

A ex-deputada estadual e pré-candidata a deputada federal Talita Oliveira (Republicanos) fez uma defesa enfática da unidade da oposição na Bahia e criticou setores da direita que condicionam apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), a uma declaração pública de voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

Em entrevistas às rádios Feliz FM e CBN Salvador, a ex-parlamentar afirmou que o momento exige união para enfrentar o grupo liderado pelo PT no estado e classificou como “projetos pessoais” as movimentações de parlamentares que ameaçam romper com Neto.

“Quem não vota hoje em Neto está votando no PT. E a omissão também é um voto na esquerda”, declarou.

“Neto não é muro, é ponte”

Ao comentar as críticas de integrantes do PL que acusam ACM Neto de estar “em cima do muro”, Talita apresentou uma visão oposta.

“Eu falo que ele não é mais muro, ele é ponte. Acho que é importante a gente trabalhar essa ponte. Como é que a gente vai trabalhar essa união para conseguir atravessar?”, indagou.

Na avaliação da ex-deputada, a oposição não pode repetir os erros da eleição passada, marcada pela divisão do campo antipetista.

“Nós vimos o resultado da eleição anterior. Quando a gente fala em divisão, começa uma autofagia, uma destruição. Não apoiar essa única via é não entender o momento que a Bahia está vivendo”, considerou.

Críticas à ala mais radical da direita

Sem citar nominalmente os deputados do PL que têm defendido uma candidatura própria da direita ao governo estadual, Talita disse enxergar motivações eleitorais por trás das declarações. Os principais defensores da pressão sobre Neto são o deputado federal Capitão Alden e os estaduais Leandro de Jesus e Diego Castro.

“Eu acredito que são projetos pessoais. Não são projetos de unidade que estejam realmente preocupados com a direita no nosso estado.”, criticou.

Ela também condenou o excesso de embates nas redes sociais: “Tem muito vídeo e pouca ação. Nosso estado não dá mais para ficar apenas nessas pautas extremistas. Nós temos que começar a pensar na Bahia.”

A pré-candidata afirmou ainda que parte dos conservadores precisa ter mais experiência política. “A direita ainda tem muito a amadurecer para não causar tanta divisão. Nós precisamos de unidade”, clamou.

Bolsonaro foi uma semente para a próxima geração

Apesar da divergência com a postura de colegas, Talita declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial e disse enxergar o senador como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente Bolsonaro foi uma semente para essa próxima geração. Hoje meu voto é Flávio”, enfatizou.

Segundo ela, a prioridade da direita deve ser evitar divisões que possam beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.

“Nós temos que entender quem precisamos apoiar para que esse voto não seja perdido e a esquerda ocupe novamente esse espaço”, apelou.

Ataque ao PT e defesa de alternância de poder

Ao longo das entrevistas, Talita voltou a associar os problemas da Bahia aos quase 20 anos de governos petistas.

“Nós somos os piores índices do país em tudo. A maior taxa de desemprego está na Bahia. A fila da regulação é a fila do horror. Quem sofre sabe o que acontece na ponta. Será que nós aguentamos mais disso?”, indagou.

Para ela, a principal missão da oposição é construir uma candidatura competitiva capaz de interromper a hegemonia do PT. “Eu torço e vou trabalhar para tirar o PT do Estado da Bahia”, finalizou.

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