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União Brasil faz contas internas e evita movimentações precipitadas na Câmara de Salvador
União Brasil faz contas internas e evita movimentações precipitadas na Câmara de Salvador
Cláudio Tinoco avalia licença, mas regimento e cenário eleitoral esfriam troca imediata; partido já tem nomes definidos para Câmara Federal e Alba
Por Evilásio Júnior
03/03/2026 às 06:00

Foto: Antônio Queirós / CMS
O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil), que passou a integrar a equipe de coordenação da pré-campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia, ainda não definiu se pedirá licença do mandato na Câmara Municipal de Salvador.
Segundo apuração do Blog do Vila, o edil pretende reavaliar o cenário em julho, mas, neste momento, não há data marcada para eventual afastamento. E há um detalhe regimental que pesa na balança: para que a suplente assuma, a licença precisa ser superior a 120 dias.
Com o recesso legislativo no meio do ano e a possibilidade de eleição em dois turnos, a conta política não fecha. Na prática, não faria sentido abrir mão do mandato sem que haja tempo hábil para convocação de suplente.
Além disso, a primeira suplente do partido, Cátia Rodrigues, será candidata a deputada federal, o que também interfere na engenharia interna da legenda.
Candidaturas confirmadas e incertezas
Entre os demais vereadores do União Brasil na capital, o cenário já está mais consolidado.
Duda Sanches disputará vaga na Câmara Federal, em movimento que também carrega simbolismo após a morte do pai, Alan Sanches, em 17 de janeiro. Já Marcelle Moraes tem candidatura confirmada à Assembleia Legislativa da Bahia.
O nome de Paulo Magalhães Júnior, vereador mais votado da sigla em 2024, voltou a circular com força nos bastidores como possível candidato. Há, porém, uma condicionante relevante: interlocutores apontam que a candidatura só ganharia corpo caso ele obtenha liberação da legenda para disputar o pleito por outra agremiação.
Por outro lado, o líder do governo na Casa, Kiki Bispo, já bateu o martelo e descartou completamente qualquer candidatura nas eleições de outubro.
Estratégia é evitar desgaste desnecessário
No União Brasil, a palavra de ordem neste momento é cautela. Com a pré-campanha estadual ganhando ritmo, a legenda evita movimentos que possam gerar desgaste interno ou comprometer a atuação parlamentar no primeiro semestre.
A avaliação é de que qualquer decisão sobre licença, troca de cadeiras ou novas candidaturas será tomada com base no calendário eleitoral e na matemática política — e não na pressa dos bastidores.

