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União Brasil antecipa decisão e deve deixar governo após críticas de Lula: 'Não dá mais para esperar', diz Neto
União Brasil antecipa decisão e deve deixar governo após críticas de Lula: 'Não dá mais para esperar', diz Neto
Reunião da Executiva Nacional foi marcada para 2 de setembro; saída tende a ser imediata e atinge ministros da legenda, com exceção de nomes ligados a Davi Alcolumbre
Por Redação
27/08/2025 às 12:44
Atualizado em 29/08/2025 às 08:49

Foto: Divulgação
O União Brasil decidiu antecipar a definição sobre sua permanência no governo federal e marcou para a próxima terça-feira (2) reunião da Executiva Nacional que deve aprovar a entrega de cargos na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da Folha de S. Paulo.
A mudança de rota foi precipitada pela fala dura de Lula em reunião ministerial desta terça-feira (26). O presidente cobrou publicamente os ministros Celso Sabino (Turismo), filiado ao União, e André Fufuca (Esporte), do PP, e exigiu apoio explícito ao governo. Lula ainda afirmou que não gosta do presidente nacional do União, Antonio Rueda.
"Diante das declarações de ontem do presidente Lula, consideramos que ficou mais urgente resolver essa situação de forma definitiva. Não dá mais para esperar", afirmou o vice-presidente da legenda, ACM Neto.
Inicialmente, o partido pretendia adiar a decisão para o fim do ano, após a consolidação da federação com o PP no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, dirigentes avaliam que os fatos "se impuseram" e que não há mais espaço para postergação.
A tendência é que a sigla aprove a saída imediata do governo, o que implicará na demissão de Sabino e de outros indicados em postos de menor destaque, sob risco de punição partidária caso resistam.
A diretriz, no entanto, não atinge os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Juscelino Filho (Comunicações), ambos ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas que não são filiados à legenda.
O União também decidiu que tomará sua posição de forma independente, sem esperar pelo PP. Um integrante da cúpula negou, inclusive, que a permanência dos ministros estivesse condicionada a uma negociação envolvendo o comando da Caixa Econômica Federal, hoje sob influência do deputado Arthur Lira (PP-AL).