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Mulher fora da chapa é 'retrocesso civilizatório', critica Aladilce Souza

Mulher fora da chapa é 'retrocesso civilizatório', critica Aladilce Souza

Vereadora defende composição mais plural na base governista e afirma que aliados históricos seguem pouco contemplados nas decisões majoritárias

Por Evilásio Júnior

04/02/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

A ausência de mulheres na chapa majoritária governista para 2026 virou o principal alvo da vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB). Em entrevista à Metropolitana FM, a comunista classificou como “negativa” e “um retrocesso do ponto de vista civilizatório” a possibilidade de uma composição formada apenas por homens, com três nomes do PT entre governo e Senado.

“Mulheres são maioria do eleitorado. A fotografia de uma chapa só de homens não fica bonita. A gente fala em empoderamento, em espaço para as mulheres, mas na prática isso não acontece”, criticou.

Para a vereadora, a discussão sobre diversidade não pode ficar restrita ao discurso partidário. Segundo ela, a base precisa refletir melhor a sociedade baiana, inclusive na divisão do poder.

A fala ocorre no momento em que o grupo do governador Jerônimo Rodrigues articula uma chapa chamada de “puro-sangue”, com forte predominância do PT com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

PCdoB quer chapa mais ampla e menos concentrada no PT

Além da questão de gênero, Aladilce também cobrou maior participação das siglas aliadas nas discussões, em especial o PCdoB, que integra a federação com o PT, mas, segundo ela, raramente é lembrado quando se fala em majoritária.

“Nós achamos que o ideal é que essa chapa reflita a unidade desse campo. Uma formação mais ampla, que contemple o máximo de forças possível”, afirmou.

Ela reconheceu que o partido é menor numericamente, mas ponderou que a trajetória histórica justifica mais protagonismo. “Somos menores do ponto de vista do tamanho, mas temos história, temos lideranças importantes. É preciso contemplar melhor o partido”, disse.

Apesar das críticas, Aladilce descartou qualquer hipótese de rompimento político. “Esse não é motivo para mudar de campo. Nosso lado é esse. Mas o debate precisa acontecer”, completou.

Estratégia é fortalecer bancadas

A prioridade do PCdoB, segundo a vereadora, é montar chapas competitivas para deputado estadual e federal, a fim de ampliar a presença da sigla no Congresso e na Assembleia.

Aladilce também ratificou ainda que não disputará mandato de deputada em 2026. “Já foi conversado com o partido. Quero concluir meu mandato de vereadora”, afirmou.

Este ano, o partido lançará três candidaturas à Câmara — com os deputados Daniel Almeida e Alice Portugal, que tentarão a reeleição, além de Olívia Santana — e dez postulantes à Alba: os atuais parlamentares Fabrício Falcão, e Bobô, além de nomes como Wenceslau Júnior (Itabuna), Rui Oliveira (presidente da APLB-Sindicato), Luciana Tavares (vereadora de Lauro de Freitas), João Felipe (vereador de Barreiras) e Professora Ilza (ex-vereadora de Cruz das Almas).

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