/

Home

/

Notícias

/

Política

/

Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 36 anos de prisão por crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento

Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 36 anos de prisão por crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento

Parlamentar do Avante, preso desde outubro do ano passado, foi sentenciado junto com outras quatro pessoas em processo derivado da Operação El Patrón; defesa afirma que vai recorrer

Por Redação

10/07/2026 às 06:18

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), foi condenado pela Justiça da Bahia a mais de 36 anos de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana.

A condenação reúne penas de 26 anos e três meses de reclusão, além de 10 anos e seis meses de detenção, todas em regime inicial fechado, além do pagamento de multas. A decisão também determina que o parlamentar permaneça preso durante a tramitação dos recursos.

Além de Binho Galinha, outras quatro pessoas foram condenadas, entre elas a esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, sentenciada a três anos e seis meses de reclusão, em regime aberto. Um sexto investigado, Kleber Herculano de Jesus, conhecido como "Charutinho", teve a punibilidade extinta em razão de sua morte.

A ação é um desdobramento da Operação El Patrón, que investiga o suposto envolvimento do deputado com organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Esses outros processos seguem em tramitação e não foram objeto da sentença desta quinta-feira.

Na decisão, a magistrada concluiu que Binho Galinha mantinha um arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, com armas de uso permitido e restrito, munições e armamentos com numeração adulterada ou suprimida. De acordo com a investigação, parte do material foi apreendida durante o cumprimento de mandados de busca da operação.

Preso desde outubro do ano passado, o parlamentar permanece custodiado em uma sala de Estado-Maior no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. A juíza também comunicou oficialmente a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para que adote as providências cabíveis em relação ao mandato do deputado, que é pré-candidato à reeleição.

Defesa diz que sentença é "desproporcional"

Em nota, o advogado Gamil Föppel, responsável pela defesa de Binho Galinha, afirmou que o parlamentar é inocente e classificou a decisão como "repleta de inconsistências" e baseada em uma interpretação equivocada da legislação.

Segundo a defesa, as acusações decorrem de supostas irregularidades administrativas relacionadas ao registro e à guarda de armas de fogo pertencentes ao deputado, que possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

O advogado também sustentou que a pena aplicada é desproporcional e informou que recorrerá ao Tribunal de Justiça da Bahia e aos tribunais superiores, com a expectativa de reversão da condenação.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.