Júnior Nascimento revela motivo da recusa a convite de Jerônimo
Deputado assegura que grupo de Elmar Nascimento acredita em “chance clara de mudança” e seguirá ao lado de ACM Neto
Por Evilásio Júnior
07/04/2026 às 12:11

Foto: Evilásio Júnior
O deputado estadual Júnior Nascimento (União Brasil) confirmou, nesta terça-feira (7), que houve conversas entre o grupo liderado pelo parlamentar federal Elmar Nascimento, seu primo, e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante o período da janela partidária. No entanto, ele afirmou que a decisão foi permanecer na oposição e seguir ao lado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, principal pré-candidato da oposição no pleito deste ano.
De acordo com o legislador, o principal motivo para a recusa foi a avaliação de que há, hoje, um ambiente favorável para alternância de poder na Bahia.
“Eu sempre fiz campanha na oposição e acredito que existe uma chance clara de mudança. Tivemos conversas com ACM Neto e Bruno Reis porque, se fosse acontecer algum tipo de mudança, precisaria ser algo amigável”, afirmou, em entrevista à CBN Salvador.
O deputado admitiu que houve, sim, uma abertura de diálogo por parte do governo para tentar atrair o grupo de Elmar, mas negou que tenha existido um convite formal para ele ocupar a vice na chapa governista.
“Surgiu, sim. Teve conversa. Eu não participei da primeira conversa, participei de uma outra. Mas, nessa reunião, não houve formalização de convite para mim. Houve uma abertura de diálogo para adesão ao grupo”, declarou.
Júnior afirmou ainda que a trajetória política do grupo, historicamente ligada à oposição na Bahia, também pesou na decisão.
“Foi muito do histórico de vida de Elmar, toda a vida na oposição. Eu também sempre fiz campanha na oposição. A gente acredita em um projeto de mudança e de alternância”, pontuou.
Durante a entrevista, o deputado também comentou a situação do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que acabou confirmado como vice de Jerônimo após semanas de especulações sobre mudanças na chapa.
“Eu, particularmente, não aceitaria passar pelo constrangimento que Geraldo passou. Se eu estivesse vendo meu nome sendo substituído ou ventilando outro nome, eu iria logo perguntar se procedia. Se procedesse, eu não continuaria”, disse.
Apesar de negar convite formal para a vice, Júnior reconheceu que existe, nos bastidores, a expectativa de que Elmar possa disputar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Na sua avaliação, caso isso aconteça, há a possibilidade de ele disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Caso acontecesse realmente, existiria a possibilidade de eu ser candidato a deputado federal. Mas, quanto mais o tempo passa, mais difícil fica construir uma candidatura desse porte”, afirmou.
Júnior também avaliou que a oposição chega mais unida para a disputa estadual do que no último pleito. Para ele, ACM Neto conseguiu reunir nomes de diferentes setores políticos, como o ex-ministro João Roma (PL), o senador Angelo Coronel (Republicanos) e o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP).
“Na outra eleição, a oposição estava dividida. Hoje, ela está mais coesa. Neto conseguiu reunir Roma, Coronel, Zé Cocá e outras lideranças. Isso dá mais força no interior e também entre setores diferentes do eleitorado”, projetou.
Júnior Nascimento é pré-candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa e acredita que a Federação União Progressista conseguirá eleger 12 deputados em outubro.

