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Márcio Marinho projeta bancada recorde do Republicanos e aposta em crescimento com Coronel, Nilo e Argolo

Márcio Marinho projeta bancada recorde do Republicanos e aposta em crescimento com Coronel, Nilo e Argolo

Presidente estadual da legenda prevê eleição de cinco deputados federais e cinco estaduais, critica o governo Jerônimo Rodrigues e afirma que partido terá papel relevante em eventual gestão de ACM Neto

Por Evilásio Júnior

04/06/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Jùnior

O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, afirmou que o partido chega à disputa eleitoral com uma das chapas mais competitivas da Bahia e projetou um crescimento acima das estimativas feitas nos bastidores políticos. 

Em sua avaliação, a legenda tem potencial para eleger cinco deputados federais e cinco estaduais, ampliando sua influência no cenário baiano. 

Em entrevista à Feliz FM e à CBN Salvador, o parlamentar destacou que a montagem das chapas exigiu um trabalho de convencimento ao longo dos últimos anos, especialmente diante da crescente desconfiança da população em relação à política.

"Conseguimos montar 40 candidatos a deputado federal e 64 candidatos a deputado estadual. Nossa matemática hoje é de fazermos realmente cinco deputados federais e cinco deputados estaduais", projetou. 

Republicanos amplia leque político e mira bancada maior 

Ao comentar a composição da chapa, Márcio Marinho ressaltou que o Republicanos deixou para trás a imagem de partido restrito a um grupo específico e passou a atrair lideranças de diferentes perfis.

Na disputa pela Câmara, além dos atuais deputados Diego Coronel, Leo Prates, Rogéria Santos e do próprio Márcio Marinho, o dirigente citou nomes como Marcelo Nilo, Luiz Argolo, Marquinho do Leite, o cantor Jau e o humorista Renato Piaba como potenciais puxadores de votos. 

Segundo ele, a chegada do senador Angelo Coronel e de seus aliados fortaleceu ainda mais o partido.

"Nossa chapa de deputado federal é muito forte. Temos vários nomes que podem surpreender na disputa", considerou.

Para a Assembleia, a sigla aposta na reeleição de Angelo Coronel Filho, José de Arimateia e Jurailton Santos, e conta com a estrutura das campanhas de Thiago Gileno e João de Furão, levados à agremiação pelo senador.

Espaço em eventual governo ACM Neto 

Marinho também admitiu que uma eventual vitória de ACM Neto (União Brasil) abriria espaço para que quadros do Republicanos ocupassem cargos estratégicos na administração estadual.

Sem citar nomes específicos para secretarias, o deputado afirmou que o partido espera participar da construção do futuro governo caso a oposição vença a eleição.

"Não tem como ganharmos a eleição e o governador não buscar quadros dos partidos que estavam ao lado dele na caminhada. O Republicanos estará com nomes postos à mesa para contribuir com a gestão", avisou. 

Críticas ao governo Jerônimo e cobrança por debate 

Ao longo da entrevista, o parlamentar fez duras críticas à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e infraestrutura.

Marinho afirmou que tem testemunhado um sentimento de frustração da população diante de promessas que, segundo ele, não foram cumpridas ao longo dos últimos anos.

"As pessoas estão cansadas de promessas. O povo quer saber o que foi feito na segurança, na regulação da saúde, na geração de emprego e renda", cobrou. 

O dirigente também questionou a comunicação do governo em torno da Ponte Salvador-Itaparica e classificou como exagerada a divulgação da chegada de equipamentos para a obra. 

Para Márcio Marinho, o governador não deve evitar os debates durante a campanha eleitoral. Segundo ele, o confronto de ideias é uma obrigação de quem ocupa o cargo.

"Ele é o governador do Estado. Precisa prestar contas do que fez durante quatro anos e dizer o que pretende fazer daqui para frente. Se não for ao debate, será um desrespeito à população baiana", afirmou.

Segurança pública e rotina alterada 

O deputado também afirmou que a violência tem provocado mudanças na rotina dos baianos, especialmente nas periferias e cidades do interior.

Embora tenha dito que nunca enfrentou restrições para entrar em comunidades durante campanhas ou atividades parlamentares, reconheceu que o sentimento de insegurança é crescente.

"As pessoas estão perdendo a tranquilidade. Muitas deixam de sair à noite ou retornam mais cedo para casa por medo da violência", disse. 

Marinho destacou ainda o papel das igrejas na recuperação de jovens e no trabalho social desenvolvido em comunidades vulneráveis.

"O trabalho das igrejas é fundamental. Muitas vezes fazemos um trabalho que o Estado não consegue fazer, orientando jovens e mostrando que o crime não compensa", declarou. 

Com uma chapa reforçada por novas lideranças e, aposta no crescimento da oposição, o Republicanos mira uma bancada maior na disputa eleitoral e um papel de destaque no próximo ciclo político da Bahia. 

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