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Mendonça mantém restrição de saída do país para secretário de Jerônimo investigado no caso Master

Mendonça mantém restrição de saída do país para secretário de Jerônimo investigado no caso Master

Ministro do STF aponta risco de fuga e estágio inicial das investigações para negar pedido de Eduardo Sodré

Por Redação

14/09/2026 às 13:36

Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a restrição que impede o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, de deixar o Brasil. A decisão foi tomada após manifestação do Ministério Público Federal (MPF) e considera, entre outros fatores, o risco de fuga diante do estágio atual das investigações envolvendo o Banco Master.

Integrante da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o titular da Sema é enteado do senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT-BA) e foi alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes e desvios relacionados ao Banco Master.

Mendonça considerou que a possibilidade de circulação internacional do secretário poderia comprometer a coleta de provas e a efetividade das investigações.

Um dos argumentos utilizados pela defesa de Sodré para tentar reverter a apreensão do passaporte foi a necessidade de participação em compromissos internacionais.

Um deles seria o “Programme d’Invitation des Personnalités d’Avenir”, na França. Sodré afirmou ter sido selecionado para o programa pelo Ministério de Assuntos Internacionais da República Francesa. A viagem estava prevista para ocorrer entre 14 e 31 de agosto deste ano.

O segundo compromisso citado pela defesa seria a participação na COP17/UNCCD, conferência das Nações Unidas voltada ao combate à desertificação, prevista para ocorrer entre os dias 10 e 17 de outubro.

Risco de fuga 

Ao analisar o pedido, Mendonça seguiu o entendimento apresentado pelo MPF e manteve a proibição de saída do país.

Entre os fundamentos considerados pelo ministro está o fato de que a investigação ainda se encontra em estágio inicial. Conforme a decisão, a possibilidade de que um investigado deixe o território nacional poderia dificultar a obtenção de provas e comprometer o andamento da persecução penal.

Outro fator considerado foi a capacidade financeira de Sodré, apontada na decisão como elemento que poderia facilitar uma eventual saída do país e a permanência prolongada no exterior.

Diante do cenário, Mendonça entendeu que a necessidade de preservação das investigações e do processo penal deve prevalecer, neste momento, sobre os compromissos profissionais e interesses particulares apresentados pela defesa.

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