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PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre supostas fraudes relacionadas ao Banco Master

PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre supostas fraudes relacionadas ao Banco Master

Senador do PT baiano será ouvido no dia 7 de agosto no âmbito da Operação Compliance Zero; parlamentar nega irregularidades

Por Redação

21/07/2026 às 11:05

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) a prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraudes financeiras e tráfico de influência relacionados ao Banco Master.

De acordo com a investigação, o petista é apontado como "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas", sendo descrito pela PF como o agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.

Os investigadores apuram se o parlamentar teria recebido vantagens indevidas em troca de apoio a medidas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional.

Entre elas está a chamada "Emenda Master", proposta que buscava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante.

Conforme a PF, a medida teria sido elaborada pela própria equipe jurídica do banco e enviada ao Congresso como a Emenda nº 11 à PEC 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), com o objetivo de beneficiar diretamente a instituição financeira. A proposta, no entanto, nunca chegou a ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Além da atuação legislativa, a PF investiga a aquisição de um apartamento de alto padrão em Salvador e repasses que, segundo as apurações, somariam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.

As investigações também apontam uma suposta proximidade entre Wagner e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que posteriormente entrou em liquidação pelo Banco Central.

Em meio ao avanço das investigações, Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado. Ele nega qualquer irregularidade e afirma não ter praticado atos ilícitos.

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