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'Torço por Zé Ronaldo, mas a única coisa que não podemos fazer é errar', admite Sandro Régis
'Torço por Zé Ronaldo, mas a única coisa que não podemos fazer é errar', admite Sandro Régis
Líder do União Brasil na Alba afirma que prefeito de Feira é favorito para compor com *ACM Neto*, mas não descarta solução interna caso articulações com aliados não avancem
Por Evilásio Júnior
10/02/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior
O novo líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia, Sandro Régis, evitou cravar nomes, mas admitiu torcida pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, para fechar a chapa encabeçada por ACM Neto ao Governo da Bahia.
Em entrevista à CBN Salvador, o deputado colocou o correligionário como nome preferencial para a vice, embora ressalte que a decisão final ainda depende de conversas políticas e do cenário local.
“Torço por Zé Ronaldo, mas a única coisa que não podemos fazer é errar. Tem que ouvir a população de Feira, o grupo político e avaliar o momento. Não é só vontade pessoal. Às vezes ele pode ser mais importante liderando a cidade como prefeito”, ponderou, ao descartar definitivamente a possibilidade de o gestor feirense integrar a base de apoio do Palácio de Ondina.
O parlamentar destacou que a decisão sobre a majoritária será conduzida diretamente por Neto e pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, em diálogo com os partidos aliados. “Tem plano A, plano B, plano C. O importante é ter um nome que agregue politicamente”, disse.
Nos bastidores do União, a leitura é pragmática: Zé Ronaldo agrega densidade eleitoral no segundo maior colégio do estado e amplia o alcance do palanque no interior.
E se não houver acordo? União admite chapa “puro sangue”
Na avaliação de Sandro Régis, se as costuras com aliados não prosperarem, o partido pode recorrer a uma solução interna e repetir um modelo já visto em outras eleições, a exemplo do ocorrido em 2002, quando o PFL lançou Paulo Souto para o governo, com Eraldo Tinoco na vice e ACM e César Borges para o Senado.
Na prática, em 2026, pode acontecer uma quase chapa “puro sangue” do União Brasil, com postulantes a governador, vice e senador do próprio partido, uma vez que Angelo Coronel reconhece a legenda de Neto como destino mais provável. A outra vaga para a disputa pela Câmara Alta do Congresso está consolidada com o presidente do PL baiano, João Roma.
Segundo o parlamentar, caso o trio do União seja confirmado, os contrários não perderão o argumento crítico sobre a composição governista, que terá três petistas na corrida eleitoral: o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil Rui Costa.
“Até porque Coronel estava militando em outro campo político. O senador não é um cara do União Brasil como lá na chapa do PT puro sangue. Wagner, Rui e o governador atual são historicamente do PT. Então, pode ser um formato, mas com leituras diferentes”, justificou.
No entanto, a tendência maior é de que, caso Zé Ronaldo aceite o convite, ele seja filiado ao Republicanos, a fim de as outras duas maiores siglas do grupo estejam contempladas.
União projeta nova frente de oposição com Coronel e mira “chapa competitiva”
O deputado avalia que o tabuleiro político de 2026 já está em movimento — e que a oposição trabalha para montar uma frente “mais ampla e competitiva” ao governo liderado pelo PT.
Sandro Régis confirmou que o grupo ligado ao ex-prefeito ACM Neto recebe o movimento de filiação de Coronel ao União “com alegria”.
“Coronel é um grande amigo, acessível, sempre atendeu a todo mundo. Vai colher o que plantou. Estamos muito felizes com a possibilidade de tê-lo conosco nesse projeto de transformação do estado”, afirmou.
De acordo com o líder do União, a eventual chegada do senador não seria apenas simbólica. Traria densidade eleitoral, capilaridade no interior e ampliaria o palanque oposicionista, especialmente além de Salvador, onde Neto concentra força política.
Críticas ao governo e “pressão interna” no PSD
O parlamentar atribuiu a saída do senador do Partido Social Democrático a um desgaste com o governo estadual.
“Faltou respeito e houve má condução na construção da chapa. Foi uma imposição. Quem quisesse, aceitava” , repudiou.
Nos bastidores, a avaliação do União é que a crise interna no PSD abriu espaço para reconfiguração das alianças — e que Coronel pode ser peça-chave na estratégia de 2026.

