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Téo Senna admite falta de diálogo no PSDB e descarta candidatura a deputado

Téo Senna admite falta de diálogo no PSDB e descarta candidatura a deputado

Vereador diz que não foi consultado sobre impasse com Sheila Lemos, anuncia apoio a Luciano Simões Filho e afirma que relação política com o partido “não existe”

Por Evilásio Júnior

04/03/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

O vereador de Salvador Téo Senna (PSDB) afirmou, em entrevista ao CBN Salvador, que não participa das discussões internas do partido sobre a sucessão estadual e revelou que decidiu não disputar as eleições de 2026. O tucano também admitiu que, hoje, não mantém relação política com a direção da legenda.

A declaração ocorre em meio à possibilidade de indicação da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, que admitiu publicamente a possibilidade de compor como vice na chapa da oposição ao governo da Bahia. Nos bastidores, lideranças do PSDB discutem reagir à eventual indicação.

Téo Senna disse que não tem conhecimento oficial sobre qualquer veto do PSDB ao nome de Sheila.

“Eu nunca fui comunicado. Nunca participei de reunião. O presidente do partido nunca mais falou comigo”, afirmou.

Segundo ele, não houve convite para discutir estratégia eleitoral, candidaturas proporcionais ou composição majoritária. O vereador ressaltou que ingressou no PSDB por identificação histórica — seu pai foi vereador pela legenda — e a convite do prefeito Bruno Reis (União).

Apesar disso, relatou isolamento dentro do partido. “Se eu não sou atendido, não sou ouvido, não sou conversado, não tem relação política”, declarou.

Fora da disputa em 2026

Questionado sobre informações de que a cúpula do PSDB já teria definido que ele não será candidato a deputado estadual, Téo rebateu: a decisão foi pessoal: “Não houve decisão da cúpula. Eu que defini. Não tenho estrutura no interior, não tenho prefeito, não tenho recurso para uma eleição desse porte.”

O vereador anunciou que apoiará o deputado estadual Luciano Simões Filho, do União Brasil. Para deputado federal, disse que ainda avalia o cenário, embora em 2022 tenha votado no líder da sigla na Câmara, Adolfo Viana.

Ele também reafirmou apoio à pré-candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia e criticou o desgaste do PT no estado.

Preferência por Zé Ronaldo

Sobre a formação da chapa majoritária, Téo declarou que, em sua visão pessoal, não considera Sheila Lemos um nome necessário para a vice. Ele defendeu o ex-prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo como alternativa mais agregadora.

“Sou fã de Zé Ronaldo. Representa muito para aquela região e poderia congregar”, disse.

Saída em 2028 não está descartada

Embora descarte mudança imediata — o que poderia implicar perda de mandato — o vereador não fechou as portas para uma eventual saída do PSDB na janela partidária de 2028.

“Se o partido quiser que eu saia, estou à vontade. Cada dia com sua agonia. Em 2028 a gente discute o que é melhor.”

No sexto mandato, Téo Senna afirma que seguirá focado na atuação parlamentar e que continuará no grupo do prefeito Bruno Reis e na oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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