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Tinoco vê ACM Neto à frente e questiona Quaest: 'Pesquisa precisa respeitar proporcionalidade do eleitorado'
Tinoco vê ACM Neto à frente e questiona Quaest: 'Pesquisa precisa respeitar proporcionalidade do eleitorado'
Vereador aponta desgaste do governo Jerônimo, defende palanque plural e aposta em segurança e saúde como eixos da campanha
Por Evilásio Júnior
06/05/2026 às 06:01

Foto: Evilásio Júnior
Um dos integrantes da coordenação da pré-campanha de ACM Neto ao governo da Bahia, o vereador Cláudio Tinoco (União) afirmou que o grupo oposicionista mantém a leitura de liderança nas pesquisas e de crescimento do sentimento de mudança no estado, apesar do empate técnico apontado pela última Genial/Quaest.
De acordo com o legislador, os levantamentos devem ser analisados com profundidade, mas, no conjunto, apontam vantagem do ex-prefeito sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Não sou de contestar pesquisa, mas de analisar metodologia. E em todas elas ACM Neto aparece à frente”, ponderou, em entrevista à CBN Salvador.
Questionamentos à Quaest e leitura dos números
Tinoco admitiu ressalvas à metodologia da pesquisa Quaest e destacou possíveis distorções na distribuição das entrevistas. O Blog do Vila apurou que em cidades grandes, como a capital, o número de questionários aplicados foi muito inferior ao realizado por outros institutos, enquanto em pequenos municípios a quantidade foi inflacionada.
“Uma pesquisa precisa respeitar a proporcionalidade do eleitorado. Quando isso não acontece, é natural que surjam questionamentos”, afirmou.
Ainda assim, ele relativizou o impacto do levantamento: “Se até uma pesquisa questionada nos coloca na frente, é porque podemos estar ainda melhor”, declarou.
O vereador também chamou atenção para outro dado do próprio estudo: “A aprovação do governador vem caindo sistematicamente”, pontuou.
Segurança e saúde no centro do debate
Para Tinoco, a eleição será fortemente influenciada por problemas estruturais do estado, principalmente na segurança pública e na saúde.
“Hoje esses são os dois principais temas de qualquer conversa na Bahia. Os números da violência, ao contrário do que disse o deputado Robinson Almeida (PT), não estão controlados. A violência é epidêmica e insuportável”, disse.
Na saúde, voltou a criticar a regulação: “A fila da regulação é a maior prova da incompetência do governo. Prometeram acabar e não acabaram”, afirmou.
Palanque aberto e foco na Bahia
Tal qual Marcelo Pedreira, Tinoco confirmou que a estratégia do grupo será manter um palanque aberto na disputa presidencial, diante da diversidade interna.
“Será um palanque plural, porque o foco é discutir os problemas da Bahia”, admitiu.
A base de apoio reúne lideranças com diferentes posicionamentos nacionais, a exemplo de nomes ligados a Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
O vereador também fez críticas ao grupo político liderado pelo ex-ministro Rui Costa e pelo senador Jaques Wagner.
“Depois de 20 anos, o PT virou a própria elite que critica”, concluiu.

