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Jaques Wagner exalta legado de Lula e chama Eduardo Bolsonaro de 'traidor da pátria'
Jaques Wagner exalta legado de Lula e chama Eduardo Bolsonaro de 'traidor da pátria'
Senador afirma que Bahia precisa ampliar bancada aliada no Congresso, defende reeleição de Jerônimo no primeiro turno e diz que eleição presidencial é decisiva para a democracia brasileira
Por Evilásio Júnior
01/08/2026 às 13:11

Foto: Ulisses Dumas / Divulgação
O senador Jaques Wagner (PT) fez um discurso de defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às críticas da oposição durante a convenção que oficializou, neste sábado (1º), a chapa governista para as eleições na Bahia.
No Parque de Exposições, em Salvador, o petista destacou o legado dos governos petistas no estado, pediu votos para Jerônimo Rodrigues (PT), Rui Costa (PT) e para os candidatos da base aliada ao Congresso Nacional e classificou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como "traidor da pátria".
Logo no início da fala, Wagner atribuiu o carinho dos baianos por Lula às "transformações promovidas" pelo presidente no estado.
"O carinho pelo senhor não é pela sua beleza nem pela sua voz. É pelo que o senhor representa e pelo que fez pelo Nordeste e pela Bahia", afirmou.
Legado de Lula na Bahia
O senador destacou a expansão do ensino superior e da educação profissional durante os governos petistas.
De acordo com ele, antes da chegada de Lula à Presidência, a Bahia contava com apenas uma universidade federal e uma escola técnica.
"Hoje a Bahia tem seis universidades federais e 37 institutos federais, com mais oito em construção. Tem muita gente aqui que se formou nas universidades que Lula trouxe para a Bahia", declarou.
Wagner também ressaltou a ampliação da rede estadual de saúde, citando a interiorização do tratamento oncológico e a criação das policlínicas regionais.
Elogios a Jerônimo
Ao defender a reeleição do governador, Wagner afirmou que Jerônimo Rodrigues superou os antecessores em ritmo de trabalho e entregas.
"Eu e Rui levamos oito anos para visitar os 417 municípios da Bahia. Esse jovem já visitou mais de 400 municípios em apenas três anos e meio", disse.
O senador também destacou investimentos realizados pela atual gestão.
"Jerônimo já entregou 15 hospitais novos e 740 escolas de tempo integral. É um governador incansável, que roda a Bahia inteira trabalhando pelo povo", afirmou.
Ao final do discurso, pediu votos para o governador.
"Esse rapaz merece o seu voto. Quem quer Jerônimo?", questionou, ao ser respondido pela militância com gritos de "primeiro turno".
Apelo por maioria no Congresso
Wagner dedicou parte da fala à importância da eleição de deputados federais e estaduais, além dos dois candidatos da base ao Senado.
Para ele, a reeleição de Lula depende da formação de uma base sólida no Congresso Nacional.
"Não adianta só eleger Lula. Lula precisa de uma Câmara dos Deputados que o apoie", afirmou.
O senador também pediu voto casado para as duas vagas ao Senado.
"A Bahia precisa entregar dois senadores. Já temos Otto Alencar e precisamos eleger Rui Costa. Eu também preciso ser reeleito para que esse trio — eu, Rui e Otto — possa ajudar o presidente Lula", declarou.
Entre as pautas defendidas por Wagner estão o fim da escala 6x1 e a aprovação da PEC da Segurança Pública.
Ataque a Eduardo Bolsonaro
Na parte final do discurso, Jaques Wagner criticou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL.
Sem citar diretamente o nome do parlamentar em um primeiro momento, o senador afirmou que o adversário governista "não colocou um prego na Bahia" quando seu pai ocupou a Presidência da República.
Na sequência, criticou a atuação internacional do deputado.
"Tem a petulância de ir para o estrangeiro falar mal do meu país, para pedir que punam o Brasil. Esse rapaz devia ficar debaixo da cama. Para mim, ele é um traidor da pátria", disparou.
Wagner também relacionou as críticas feitas por empresas estrangeiras ao sistema de pagamentos brasileiro, defendendo o PIX como um exemplo da capacidade tecnológica nacional.
Chapa governista
A convenção confirmou a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, com Geraldo Júnior (MDB) como postulante a vice.
Na disputa pelo Senado, a chapa é formada por Jaques Wagner, que busca a reeleição, e pelo ex-ministro da Casa Civil Rui Costa.
Wagner terá como primeiro suplente o ex-vereador Edvaldo Brito (PSD) e como segunda suplente a vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB).

