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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da PF e diz que vai priorizar defesa

Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da PF e diz que vai priorizar defesa

Senador baiano afirma que decisão foi tomada em comum acordo com Lula e que foco agora será provar inocência e disputar a reeleição em outubro

Por Redação

24/06/2026 às 18:01

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou, nesta quarta-feira (24), que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi tomada poucos dias depois de o parlamentar se tornar alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Antes do anúncio, Wagner se reuniu por cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada. Segundo o senador, a saída da liderança foi definida em comum acordo com o chefe do Executivo.

Em publicação nas redes sociais, o petista afirmou que pretende concentrar esforços na própria defesa

"Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal", escreveu.

Na sequência, acrescentou:

"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado." 

Investigação da Polícia Federal

Na última quinta-feira (18), imóveis ligados ao senador em Salvador e Brasília foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, Jaques Wagner seria o "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas", figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.

Os investigadores apuram a relação do parlamentar com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que também acabou liquidada pelo Banco Central.

Suspeitas e defesa

A PF investiga se o senador teria recebido vantagens financeiras em troca de apoio a medidas no Congresso que poderiam beneficiar o Banco Master, entre elas a chamada "Emenda Master".

Também são investigadas a aquisição de um apartamento de alto padrão em Salvador e repasses que, segundo a investigação, somariam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade, afirma que jamais atuou em favor do banco e sustenta que provará sua inocência durante o andamento das investigações.

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