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Lídice nega veto a Mário Jr., fala em montar chapa competitiva e diz trabalhar 'fortemente para que Fabíola continue no PSB'

Lídice nega veto a Mário Jr., fala em montar chapa competitiva e diz trabalhar 'fortemente para que Fabíola continue no PSB'

Presidente do PSB na Bahia afirma que não há restrição a nomes, mas admite dificuldade para atrair candidatos diante do cálculo eleitoral; meta é eleger três deputados federais e até sete estaduais

Por Evilásio Júnior

30/01/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

A deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, negou que tenha vetado a possível filiação do deputado Mário Negromonte Júnior (PP) ao partido e afirmou que o principal desafio da sigla para 2026 é formar uma chapa proporcional que seja eleitoralmente viável e atrativa.

Em entrevista à rádio CBN Salvador, a dirigente socialista explicou que as conversas não esbarram em vetos pessoais, mas em cálculos objetivos feitos pelos próprios pré-candidatos.

“Não há veto nenhum. O que há é uma tentativa de formar uma chapa. A depender da votação dos deputados que já têm mandato, isso pode se tornar um dificultador”, afirmou.

Segundo ela, muitos postulantes analisam a votação passada de quem já está no partido antes de decidir se entram ou não na disputa. “O candidato faz a conta: ‘esse teve 112, aquele teve 140, eu acho que vou ter 100’. Aí ele conclui que fica difícil”, explicou.

PSB mira três federais

Lídice foi direta ao tratar da meta do partido na Câmara dos Deputados. “Nós estamos lutando para fazer três deputados federais. É fácil? Não. Mas não é impossível”, disse.

A dirigente destacou que, diferentemente de partidos maiores, o PSB precisa convencer os nomes a entrar em uma chapa sem federação, o que torna o processo mais complexo.

“O PSD não tem esse problema. Ele já tem seis deputados federais. Eu preciso montar uma chapa atrativa para eleger dois ou três”, comparou, ao citar o efeito dos chamados puxadores de voto.

A parlamentar lembrou que, em 2022, a presença de Pastor Sargento Isidório no Avante funcionou como forte elemento de atração para outros candidatos. “Na política, o puxador de votos é muito importante”, resumiu.

Além da reeleição dela própria, outro nome que estará na nominata para a Câmara é o do atual vereador de Salvador Sílvio Humberto.

Proporcionais e o “inchaço” do partido

Questionada sobre a disputa para a Assembleia Legislativa, Lídice avaliou que não há diferença conceitual entre a contabilidade eleitoral para deputado estadual e federal, embora reconheça que o PSB vive um momento de crescimento.

Ela citou nomes que passarão a integrar o partido, como os dissidentes do PP Niltinho, Hassan, Antônio Henrique Júnior e Eduardo Salles, além da movimentação em torno de Ademar Lopes, secretário municipal de Relações Institucionais de Camaçari e aliado do prefeito Luiz Caetano (PT).

Mesmo assim, Lídice avalia que o crescimento pode ser positivo. “Quem precisa de 120 mil votos e já tem alguém com 100 mil está muito próximo. O segundo e o terceiro ficam mais fáceis”, calculou.

Defesa da permanência de Fabíola Mansur

Diante do cenário, a presidente do PSB ainda fez uma defesa enfática da permanência da deputada estadual Fabíola Mansur no partido e revelou que trabalha para garantir condições políticas para sua reeleição.

“Eu gosto muito de Fabíola, é minha amiga pessoal, e estou trabalhando fortemente para que ela continue no PSB”. Fui eu quem propôs a vinda dela para o PSB. É uma liderança destacada, com um mandato muito qualificado”, afirmou.

Segundo Lídice, a melhor alternativa para Fabíola é permanecer na legenda, desde que haja uma solução administrativa que permita sua permanência no mandato até o fim do ano.

“Compreendo quando ela diz que fora do mandato fica mais vulnerável. Mas isso aconteceria em qualquer partido”, avaliou.

Ela admitiu a possibilidade de rearranjos que envolvem Soane Galvão, que não disputará a reeleição para apoiar o marido, Màrio Alexandre, hoje no PSD, e Ângelo Almeida, mas ressaltou que a decisão depende do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Eu não sou dona dos cargos. Quem é dono dos cargos é o governador”, afirmou.

Nos bastidores, há hipótese é de retorno de Ângelo à Alba e indicação de Soane para assumir a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

Ao final da entrevista, Lídice estabeleceu a projeção do PSB para a Assembleia Legislativa em 2026. “A nossa meta é seis deputados estaduais, podendo chegar a sete dentro desse projeto”, declarou.

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