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Vice é 'inegociável': Lúcio Vieira Lima endurece discurso e diz que MDB não abre mão de espaço na chapa de Jerônimo

Vice é 'inegociável': Lúcio Vieira Lima endurece discurso e diz que MDB não abre mão de espaço na chapa de Jerônimo

Ex-deputado afirma que partido não senta à mesa para negociar cargo que considera “legítimo” e avisa: “Quem tirar o MDB da vice vai ter que explicar ao povo”

Por Evilásio Júnior

06/02/2026 às 11:59

Foto: Evilásio Júnior

O comandante do MDB em Salvador e presidente de honra do partido na Bahia, Lúcio Vieira Lima, enfatizou, em entrevista à CBN Salvador, nesta sexta-feira (6), que a sigla não admite sequer discutir a possibilidade de perder a vice-governadoria, hoje ocupada por Geraldo Júnior, na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Apesar de informações de bastidores revelarem uma suposta cobiça ao posto pelo Avante e o PSD, o entendimento do dirigente emedebista, o posto não só não está em disputa, como está garantido.

“Eu não disputo o que eu não tenho. A vice é do MDB. É inegociável. Não me chamem para sentar em mesa nenhuma para negociar isso”, cravou.

“Não há motivo nenhum para tirar”

Lúcio construiu o argumento em cima do que chamou de "lealdade política”. Segundo ele, Geraldo Júnior não criou qualquer problema ao governo e tem cumprido papel institucional e eleitoral desde 2022.

“Geraldinho não deu motivo nenhum. Fez uma campanha maravilhosa, ajudou Jerônimo, coordenou Salvador. Onde é que está o problema?”, questionou.

Para o dirigente, retirar o MDB agora seria incoerente — e perigoso politicamente.

“Em 2022, então, eu era indicado, era uma laranja suculenta, e hoje me chuparam e virou bagaço? Quem fizer isso vai ter que explicar à população”, disparou.

Recado indireto ao PSD

Sem citar nomes diretamente, Lúcio também mirou a movimentação do Partido Social Democrático após a saída do senador Angelo Coronel da base governista.

Nos bastidores, cresce a leitura de que o PSD tentaria ocupar a vice para “blindar” o partido na aliança estadual, em função da candidatura presidencial de um dos três governadores que pleiteiam representar a agremiação — Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS).

O emedebista rebateu. “O problema do PSD não é do MDB. O PSD não conseguiu manter Coronel, e agora eu é que vou indenizar?”, ironizou.

Ele também lembrou que o MDB não sofre interferência da direção nacional, embora o nome do ex-presidente Michel Temer seja defendido por membros do partido para a disputa nacional deste ano.

“No MDB ninguém mexe na Bahia. Nosso diretório é imexível”, assegurou.

Nem “plano B” entra na conversa

Questionado se o partido aceitaria substituir Geraldo por outro nome — como a secretária Larissa Moraes (Recursos Hídricos) — Lúcio descartou.

“Isso nem está em discussão. Para discutir, alguém teria que dizer que Geraldinho errou. E ele não errou”, argumentou., ao pontuar que qualquer troca sem justificativa política seria vista como “traição”.

Lúcio ainda foi categórico ao dizer que a responsabilidade por eventual rompimento não seria do MDB.

“Se alguém tirar o MDB da vice, vai ter que assumir o custo político. Vai ter que explicar. Eu não vou legitimar isso”, avisou.

Nos bastidores, os nomes cotados para a vaga são o do ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) e da atual secretária estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, que em 2022 foi a 10ª suplente mais votada — primeira do PSD —, com pouco mais de 44 mil votos.

Confira a entrevista na íntegra:

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