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'Comigo sempre foi um doce': Lúcio nega veto a Rui e garante que MDB fará campanha completa pela chapa governista
'Comigo sempre foi um doce': Lúcio nega veto a Rui e garante que MDB fará campanha completa pela chapa governista
Presidente municipal do MDB afirma que não houve qualquer discussão para boicotar a campanha ao Senado do ex-ministro, minimiza tensão interna e diz que Geraldo Júnior saiu fortalecido do processo de definição da vice
Por Evilásio Júnior
06/04/2026 às 12:23

Foto: Evilásio Júnior
Depois de dias de tensão, especulações e disputa nos bastidores pela vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima tratou de baixar a temperatura e negar qualquer possibilidade de veto do MDB à candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao Senado.
Em entrevista à CBN Salvador, o presidente municipal da sigla afirmou que o partido seguirá fechado com a chapa governista, formada por Rui, Jerônimo, Jaques Wagner e o presidente Lula.
“O MDB vai pedir voto para Rui Costa. Rui, junto com Wagner, serão grandes opções para os baianos e grandes opções para o MDB”, declarou.
A fala chama atenção porque, nos bastidores, circulou a informação de que o MDB poderia retaliar Rui após o desgaste provocado pela discussão sobre a permanência de Geraldo Júnior como vice-governador. Segundo interlocutores do grupo, havia forte insatisfação com a atuação do ex-governador durante o processo.
Lúcio, no entanto, procurou afastar a narrativa de rompimento e negou que tenha havido qualquer tipo de deliberação interna para rifar Rui.
“Não existe recomendação nenhuma. O MDB vai pedir voto para Rui Costa, para Wagner, para Jerônimo e para Lula”, reforçou.
“Geraldo saiu fortalecido”
Na avaliação de Lúcio Vieira Lima, o desfecho da novela fortaleceu Geraldo Júnior dentro da base governista.
O emedebista argumentou que, se o governador Jerônimo Rodrigues insistiu durante semanas que buscava o nome “mais competitivo” para a vice e terminou por manter Geraldo, isso significa que o atual vice-governador saiu vencedor da disputa.
“Se o governador dizia que estava procurando o nome mais competitivo e terminou escolhendo Geraldo Júnior, qual é a leitura? Que Geraldo era o mais competitivo, o mais forte e o que mais agrega”, disse.
Lúcio também rebateu a tese de que Geraldo teria sido “humilhado” durante o processo.
“Os humilhados serão exaltados. Hoje ninguém chega para Geraldo para dizer que ele foi humilhado. O que dizem é que ele foi resiliente”, afirmou.
Rui, Wagner e o MDB
Questionado sobre uma possível crise entre Rui Costa e o MDB, Lúcio negou qualquer rompimento e chegou a dizer que, pessoalmente, sempre teve boa relação com o ministro.
“Comigo Rui sempre foi um doce. Nunca falou nada de mim. Nunca me chamou de feio, gordo ou careca”, brincou.
Mesmo assim, o ex-deputado admitiu que houve ruídos, interpretações e sinais trocados durante a discussão da vice, mas disse que tudo faz parte do jogo político.
Segundo ele, não houve agressões ao MDB e nem argumentos sólidos para retirar o partido da vice-governadoria.
“Se a vice era do MDB, quem indica é o MDB. Qual era o argumento para tirar? O partido falhou? Não. O MDB não agrega? Não. O MDB não tem tempo de TV? Não. Então qual era o argumento?”, questionou.
Moema, Heber e a força da chapa
Lúcio também comemorou o reforço que o MDB recebeu durante a janela partidária e destacou especialmente as chegadas da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (ex-PT), para a disputa federal, e do ex-presidente estadual do Podemos, Heber Santana, na corrida pela Assembleia Legislativa.
No caso de Moema, ele minimizou a possibilidade de resistência entre eleitores petistas e disse que a ex-prefeita será acolhida pelo MDB.
“O MDB é um partido de centro, que convive bem com a esquerda e com a direita. Quem chega ao MDB se sente abraçado”, afirmou.
Ele ainda estimou que a ex-prefeita deve ter votação entre 60 mil e 70 mil votos e negou que ela chegue enfraquecida à disputa.
Sobre Heber, Lúcio destacou não apenas o potencial eleitoral, mas também a capacidade de articulação e montagem de chapa.
“Ele tem muito a ajudar na troca de ideias, com experiência, ponderação e trazendo nomes para fortalecer a chapa”, disse.
MDB mira até cinco estaduais
Lúcio também projetou crescimento da bancada do MDB e afirmou que a meta real do partido é eleger três deputados federais e entre quatro e cinco estaduais.
Na chapa federal, ele citou nomes como Ricardo Maia, Jayme Vieira Lima, Moema Gramacho, Danilo Henrique e Lúcia Rocha.
Já para a Assembleia Legislativa, destacou Matheus Ferreira, Rogério Andrade, Heber Santana, Fernando Torres, David Rios, Carlinhos Sobral e Bete de Santa Maria da Vitória.
“A chapa estadual está realmente muito forte”, resumiu.

