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MDB se rebela contra Rui e estuda orientar filiados a votarem contra ministro

MDB se rebela contra Rui e estuda orientar filiados a votarem contra ministro

Resposta emedebista expõe fissuras no grupo governista, enquanto aliados relatam dificuldade de defender Jerônimo e políticos aceleram movimentos de olho na eleição

Por Evilásio Júnior

23/03/2026 às 06:00

Foto: Antônio Queiroz / GOVBA

O MDB estuda orientar formalmente seus filiados a votarem contra o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), após o petista classificar como “deslealdade” o episódio da mensagem encaminhada pelo vice-governador Geraldo Júnior e exigir mudanças na composição da chapa governista.

Se efetivada, a decisão, no entanto, não deve incluir pedido explícito de apoio ao senador Angelo Coronel (Republicanos). Na prática, o movimento é esperado, mas a orientação oficial será restrita à adesão à campanha do senador Jaques Wagner (PT).

O entendimento dos emedebistas é de que o ministro tem sido um peso no grupo, responsável pelo rompimento de Coronel com o senador Otto Alencar e pelo impasse com o MDB.

Rui chegou a defender a substituição de Geraldo Júnior pelo deputado federal Neto Carletto (Avante), mas após reunião com Geddel Vieira Lima no último domingo (15), a tendência é de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) mantenha o emedebista na posição.

Nos bastidores, a avaliação é de que Jerônimo tenta ganhar tempo para acomodar os interesses em jogo e reduzir a temperatura da crise antes de anunciar a chapa. A expectativa é de definição até o dia 2 de abril.

Aliados admitem dificuldade para defender Jerônimo

O desgaste do governo já começa a transbordar para dentro da própria base. Em conversa reservada com o Blog do Vila, um deputado aliado ao Palácio de Ondina relatou o desconforto crescente ao tentar defender a gestão de Jerônimo Rodrigues.

Apesar da lealdade ao governador, o parlamentar critica a condução de áreas sensíveis, como Saúde e Segurança Pública. Segundo ele, a situação tem impacto direto na sua vida pessoal.

A esposa tem pressionado pela compra de um carro blindado, diante do medo da violência em Salvador. Além disso, ele relata ter feito quatro solicitações recentes de regulação de pacientes: três morreram e apenas um conseguiu atendimento por via judicial.

"Se para quem tem acesso já não funciona, imagine para a população. Está muito difícil responder aos questionamentos", desabafou.

Republicanos cresce, mas Samuel ainda faz contas

A chegada do senador Angelo Coronel ao Republicanos fortaleceu a legenda, mas nem todos os quadros estão com permanência garantida.

O deputado estadual Samuel Júnior ainda avalia se seguirá no partido. Ele tem convites do PL e de outras siglas e faz cálculos que levam em conta seu projeto político e o do seu aliado, o vereador de Lauro de Freitas Abraão Reis.

Internamente, o Republicanos projeta eleger cinco deputados federais e sete estaduais. A lista inclui nomes como Márcio Marinho, Rogéria Santos, Diego Coronel e Leo Prates, além dos estaduais José de Arimateia, Jurailton Santos, Angelo Coronel Filho e Cafu Barreto — os dois últimos com filiação marcada para a próxima terça-feira (24).

Nos bastidores, há quem ironize o excesso de pré-candidaturas: "Se todo mundo que se coloca for eleito, vai faltar cadeira na Assembleia", disse um parlamentar à coluna.

Vítor Bonfim recua e reavalia saída do PV

Antes tratado como nome certo no PSB, o deputado estadual Vítor Bonfim mudou de rota e agora pretende permanecer no PV para disputar uma vaga na Câmara Federal.

O movimento reflete insatisfação com a formação das nominatas no partido comandado por Lídice da Mata. Ainda assim, o deputado aguarda uma sinalização do governo antes de bater o martelo sobre seu futuro partidário.

Vereadores em movimento

Na Câmara de Salvador, o clima já é de pré-campanha. O vereador David Rios (MDB) está confirmado como candidato a deputado estadual, mas ainda vai definir por qual partido disputará — a tendência é de que permaneça na base governista.

Felipe Santana (PSD) também já decidiu que entrará na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa. Por outro lado, Ricardo Almeida (DC) recuou e não será candidato em outubro.

Sidninho (PP) adota cautela e condiciona sua decisão ao destino do presidente da Câmara, Carlos Muniz, antes de bater o martelo sobre uma eventual candidatura.

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