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Secretário admite chance 'pequena' de mudança na chapa governista e minimiza impacto da saída de Coronel: 'Aquele que nunca veio'
Secretário admite chance 'pequena' de mudança na chapa governista e minimiza impacto da saída de Coronel: 'Aquele que nunca veio'
Titular da SDR e deputado licenciado, Osni Cardoso afirma que decisão final é de Jerônimo e diz que rompimento do senador não deve alterar correlação de forças
Por Evilásio Júnior
25/02/2026 às 10:53

Foto: Evilásio Júnior
O secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso (PT), afirmou nesta quarta-feira (25), em entrevista à rádio CBN Salvador, que considera “pequena” a chance de mudança na chapa majoritária governista para as eleições de 2026, mas ressaltou que a decisão final caberá ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A declaração ocorre após o senador Jaques Wagner (PT) antecipar publicamente a possível formação com Jerônimo candidato à reeleição, Rui Costa (PT) e o próprio Wagner na disputa pelo Senado e o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) mantido como candidato a vice.
“Eu acredito, na minha visão, que tem pouca chance de alteração. Mas a gente tem que esperar. Jerônimo é quem vai definir, é quem vai concluir o diálogo e fechar a questão”, afirmou Osni.
Segundo o secretário, apesar da tendência de manutenção, o grupo ainda conversa com outros atores políticos, ao citar nominalmente o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
“Ainda tem paqueras, ainda há conversas. Eleição se ganha com o melhor grupo possível. Eleição é tamanho, é voto”, declarou.
Secretário critica Coronel e diz que saída foi de “quem nunca veio”
Osni Cardoso também fez críticas ao senador Angelo Coronel (PSD), que rompeu com a base do governador Jerônimo Rodrigues e se aproximou do grupo liderado por ACM Neto (União Brasil).
Na avaliação do secretário, o impacto político da saída tende a ser limitado. “Para mim, foi a saída de quem nunca veio. Ele não estava com Jerônimo na outra eleição. Não vi quase prejuízo político nenhum”, calculou.
Apesar de reconhecer que a saída de um senador tem peso institucional, Osni relativizou os efeitos eleitorais. “É uma perda de capital político, sair um senador é um pesozinho, mas não é suficiente para enfrentar as candidaturas de Rui e Wagner”, disse.
Ele também avaliou que os filhos do senador, os deputados federal Diego Coronel e estadual Angelo Coronel Filho, devem manter seus mandatos, embora possam perder parte do eleitorado. “Eles vão se eleger, mas acho que vão perder um determinado voto que vota muito na base do governo”, afirmou.
Governo mantém estrutura mesmo com desembarque de aliados
Questionado sobre a saída de indicados de Coronel de cargos no governo, Osni confirmou que o movimento deve ocorrer, mas afirmou que o impacto será limitado.
“Tem impacto, inclusive para ele, que perde muitos cargos e indicações. Mas não acredito que isso altere a correlação política do governo”, disse.
De acordo com o petista, até o momento, o rompimento não provocou debandada significativa de prefeitos ou deputados. “Algumas pessoas se manifestam em apoio a ele, mas não o suficiente para tirar da base do Lula e do Jerônimo”, afirmou.
Agricultura familiar movimenta até R$ 700 milhões por ano
Na entrevista, Osni também destacou o papel estratégico da Secretaria de Desenvolvimento Rural, responsável pelas políticas voltadas à agricultura familiar.
Segundo ele, o setor movimenta valores expressivos. “Nós estamos falando em torno de 600 a 700 milhões anuais do orçamento do Estado, além de projetos internacionais”, afirmou.
Ele citou como exemplo a parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), que mantém escritório na Bahia.
“É um recurso barato, que fomenta a produção de alimentos, respeitando o meio ambiente e fortalecendo a agroecologia”, disse.
Secretário deixará cargo para retornar à Assembleia
Durante a entrevista, Osni confirmou ainda que deixará o comando da Secretaria de Desenvolvimento Rural para retomar o mandato de deputado estadual, embora não tenha detalhado a data da saída, que terá de acontecer até 31 de março.
A mudança ocorre em meio às articulações políticas que antecedem o prazo de desincompatibilização e reorganização das forças partidárias para as eleições de 2026.
Ele será candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

