/

Home

/

Notícias

/

Política

/

Radiovaldo Costa diz que PT não vive 'disputa rasteira' e vê candidatura de Rowenna Brito como legítima

Radiovaldo Costa diz que PT não vive 'disputa rasteira' e vê candidatura de Rowenna Brito como legítima

Deputado estadual afirma que Jerônimo não irá favorecer nomes na disputa interna e opina que “chapa com Jerônimo, Wagner e Rui Costa é quase imbatível

Por Evilásio Júnior

06/01/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

O deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) afirmou que não há clima de disputa interna ou ressentimento no Partido dos Trabalhadores diante das especulações sobre candidaturas apoiadas pelo governador Jerônimo Rodrigues nas eleições de 2026. Em entrevista à Metropolitana FM, o parlamentar disse que o PT mantém uma tradição de construção coletiva e respeito entre seus quadros.

“Primeiro que não há nenhuma disputa exacerbada ou rasteira entre aqueles que serão candidatos ou candidatas do PT, seja para estadual ou federal”, afirmou Radiovaldo. Segundo ele, a legenda busca manter candidaturas “irmanadas”, com apoio mútuo nos territórios. “Eu chego para fazer campanha e falo bem do companheiro do PT. Não vou chegar para dar uma rasteira nele”, completou.

Ao comentar a possível candidatura da secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, apontada nos bastidores como favorita do governador para a Assembleia Legislativa, Radiovaldo afirmou que não vê problema na movimentação. “Rowenna é uma grande companheira, uma secretária de Educação de muita atuação. É legítima a candidatura dela”, disse. Para a Câmara dos Deputados, conforme aliados do petista, a candidata do chefe do Executivo baiano é a titular da Saúde, Roberta Santana.

O parlamentar também afastou a possibilidade de interferência direta do governador na disputa interna. “Eu não acredito que o governador fará pender para um lado ou para outro. Ele é o governador de todo mundo, não só do PT ou dos candidatos do PT”, avaliou. Para Radiovaldo, embora haja conversas de bastidores, Jerônimo não adotará uma postura de favorecimento. “Pela postura que eu conheço do próprio governador, isso não vai acontecer”, afirmou.

Durante a entrevista, Radiovaldo detalhou ainda o cenário envolvendo secretários estaduais que devem deixar o governo para disputar as eleições. Segundo ele, quatro nomes ligados à Assembleia Legislativa precisarão se afastar do Executivo até o fim de março, prazo limite estabelecido pela legislação eleitoral.

“Na Assembleia são quatro. Osni Cardoso, Neusa Cadore, Jusmari Oliveira e Ângelo Almeida. Todos serão candidatos à reeleição e têm que se afastar do Executivo até o final de março”, explicou, sobre a necessidade de saída dos atuais suplentes em mandato: ele próprio, Marcelino Galo (PT), Marcone Amaral (PSD) e Fabíola Mansur (PSB). O deputado acrescentou que outras lideranças do governo também pretendem disputar as eleições, inclusive nomes que tentarão mandato federal. “Se eu não me engano, são cerca de 16 pessoas”, contabilizou.

Radiovaldo confirmou ainda que será candidato à reeleição para a Alba, “saindo agora ou saindo um pouco mais tarde”. Questionado sobre os custos elevados das campanhas eleitorais, o petista fez duras críticas ao atual modelo de financiamento. Segundo ele, apesar das mudanças feitas ao longo dos anos para baratear as eleições, os gastos cresceram de forma descontrolada. “Infelizmente, o processo está muito inflacionado. Geralmente ganha a eleição quem investe mais dinheiro, não quem tem as melhores ideias”, criticou.

O parlamentar afirmou ainda que o alto custo tem afastado representantes de origem popular do Legislativo. “Sindicalistas, que eram muito presentes nos anos 80 e 90, hoje têm dificuldade de se eleger por conta do peso do financiamento”, disse. Para ele, a pré-campanha virou um espaço sem regras claras. “Na campanha há limites, mas na pré-campanha tudo pode acontecer”, alertou.

Ao ser provocado sobre a “chapa dos sonhos” para 2026, Radiovaldo foi direto. “Eu vejo uma chapa com Jerônimo, Wagner e Rui Costa. É uma chapa quase imbatível do ponto de vista simbólico”, afirmou. Ele destacou que seria algo inédito. “Talvez seja a primeira vez na história que um governador e dois ex-governadores disputem juntos uma eleição”, disse.

Radiovaldo fez questão de ponderar que não se trata de uma defesa partidária cega. “Não é porque são do PT. Se fossem três do PSD, seria a mesma coisa. Estou falando do simbolismo”, afirmou. Ele também ressaltou que não faz julgamento negativo sobre o senador Angelo Coronel. “Ninguém chega a ser senador da República ao acaso. A acomodação política é natural”, concluiu.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.