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Cláudio Tinoco descarta briga de Caiado com Neto, vê ‘nó’ no PSD da Bahia e cogita Coronel no União Brasil
Cláudio Tinoco descarta briga de Caiado com Neto, vê ‘nó’ no PSD da Bahia e cogita Coronel no União Brasil
Líder do União na Câmara afirma que filiação de governador de Goiás ao partido de Kassab e Otto reforça pressão nacional sobre a sigla na Bahia, amplia isolamento de Angelo Coronel e aponta José Ronaldo como “nome dos sonhos” para vice de ACM Neto
Por Evilásio Júnior
29/01/2026 às 06:00

Foto: Antonio Queiros / CMS
O vereador Cláudio Tinoco, líder do União Brasil na Câmara de Salvador e integrante das executivas estadual e municipal do partido, afirmou, em entrevista à rádio CBN Salvador, que não existe qualquer briga entre Ronaldo Caiado e ACM Neto, após a filiação do governador de Goiás ao PSD.
De acordo com o legislador soteropolitano, o movimento é estritamente político e estratégico, com foco na consolidação de uma candidatura presidencial.
“Não existe briga alguma. Caiado tem o nosso respeito, admiração e reconhecimento. Ele tem uma história dentro do partido e hoje é o governador mais bem avaliado do país”, afirmou.
Tinoco lembrou que Caiado foi lançado pré-candidato à Presidência da República na Bahia, em abril de 2025, por um ato liderado por ACM Neto, e manteve presença constante no estado desde então.
“Caiado reconhece a competência de Neto e aquilo que ele pode projetar para a Bahia como governador”, disse.
Filiação de Caiado cria “nó” no PSD da Bahia
Para Tinoco, a chegada de Caiado ao PSD cria um impasse político para o partido na Bahia, sobretudo pela posição do senador Otto Alencar, aliado histórico do PT no estado.
“O movimento cria, logicamente, um nó para o PSD da Bahia. Se confirmar a candidatura presidencial do PSD, o partido vai querer alinhamento nos estados. Isso é lógica política”, avaliou.
O vereador afirmou que Otto ainda não teria conseguido ouvir toda a estrutura do partido após o anúncio da filiação, a exemplo de prefeitos, bancadas estadual e federal e o presidente nacional da legenda.
“É impossível que um projeto nacional seja confrontado por uma decisão isolada estadual”, afirmou, ao citar a influência de Gilberto Kassab.
Coronel isolado e pressionado pelo PT
Na avaliação de Tinoco, o cenário reforça o isolamento do senador Angelo Coronel, que corre o risco de ser alijado da chapa majoritária governista em 2026.
“Hoje existe uma possibilidade concreta do PT fazer chapa puro-sangue e, com isso, alijar a candidatura de Coronel”, disse.
Ele destacou que Coronel é um senador “bem avaliado, municipalista e com serviços prestados”, mas enfrenta pressão para aceitar uma composição considerada desfavorável.
“O que o PT quer dar a ele é uma suplência e uma vice-governadoria para o filho. Ele não está pensando na família, ele está pensando na Bahia”, afirmou.
Espaço fora do PT e até no União Brasil
Tinoco foi direto ao afirmar que, caso Coronel rompa com o PT, terá espaço político fora da atual aliança, inclusive no seu partido.
“Se o Coronel decidir sair dessa aliança com o PT, ele pode vir até para o União Brasil”, declarou.
Apesar disso, ponderou que o grupo tem respeitado o tempo e a decisão do senador.
“Se ele aceitar ser suplente de Wagner ou indicar o filho para vice e continuar com o PT, é um direito dele”, considerou, ao elencar como alternativas ao Senado nomes como João Roma (PL), Marcelo Nilo (Republicanos), Márcio Marinho (Republicanos) e Adolfo Viana (PSDB).
Presidencial: Neto com Caiado
Questionado sobre um eventual conflito entre o apoio do PL a Flávio Bolsonaro e a posição de ACM Neto, Tinoco foi categórico.
“Neto já respondeu isso: vai apoiar Caiado. Isso vem desde o União Brasil”, afirmou.
Vice dos sonhos: José Ronaldo
Ao tratar da formação da chapa majoritária, Tinoco defendeu que a vice de ACM Neto seja ocupada por um nome do interior e revelou sua preferência pessoal.
“Eu tenho o nome dos sonhos, pela admiração que eu tenho. Os gestos que Zé Ronaldo fez em 2018 e o que ele foi submetido em 2022 não necessitam de reparação”, concluiu.

