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Bruno minimiza ruído com Republicanos e admite discutir 'qual espaço' caberá ao partido na chapa de Neto
Bruno minimiza ruído com Republicanos e admite discutir 'qual espaço' caberá ao partido na chapa de Neto
Prefeito diz que legenda será ouvida sobre destino partidário do senador Angelo Coronel e não descarta vice como forma de reacomodar aliados
Por Evilásio Júnior
15/02/2026 às 10:30

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), garantiu, em entrevista exclusiva ao Blog do Vila, em meio à folia no Circuito Osmar, no Campo Grande, que o Republicanos segue no jogo e será ouvido na definição da chapa majoritária de ACM Neto ao governo.
A legenda tem demonstrado incômodo após a chegada do senador Angelo Coronel à oposição, já com a vaga ao Senado assegurada. Dirigentes da sigla reclamam que o nome do deputado federal Márcio Marinho foi retirado sem que houvesse uma nova rodada de conversa.
Bruno reconheceu que a última reunião formal com o partido ocorreu em 27 de janeiro e atribuiu a ausência de atualização a compromissos e ao calendário da festa. “Só tivemos a confirmação definitiva de Coronel agora, no Carnaval, após conversa final com ACM Neto”, afirmou, ao dizer que o senador “apertou a mão, bateu o martelo” e que a situação agora é “ponta virada”: “Ele vai estar com a gente”.
Segundo o prefeito, o próximo passo é discutir qual será o melhor partido para abrigar Coronel dentro da base. E aí entra o Republicanos. “Pela parceria histórica que temos, será ouvido e participará das decisões”, assegurou. Nos bastidores, no entanto, é dada como certa a entrada do senador no União Brasil.
Caso o senador não se filie à legenda, Bruno admite que será preciso rediscutir espaços — inclusive a vice. O tema ganhou peso depois que dirigentes do Republicanos sinalizaram que não aceitariam servir como “barriga de aluguel” para filiar um vice oriundo de outra sigla, como o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, do União Brasil.
Questionado sobre a deputada federal Rogéria Santos como eventual nome para vice, Bruno disse que ela é “extraordinária”, destacou sua atuação à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres na capital e afirmou que pode ocupar “qualquer posição na chapa”.
Nos bastidores, a possibilidade de a parlamentar integrar a majoritária é considerada mínima, uma vez que os prefeitos Zé Ronaldo e Zé Cocá (PP), de Jequié — apesar de manter publicamente uma aproximação com o governo —, são considerados favoritos.

