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Daniel Almeida minimiza crise na base e crava: 'Quem aposta em racha vai perder'

Daniel Almeida minimiza crise na base e crava: 'Quem aposta em racha vai perder'

Deputado do PCdoB defende manutenção de Geraldo Júnior na vice, nega rompimento entre Rui e Wagner e aposta em chapa governista unida

Por Evilásio Júnior

24/03/2026 às 06:00

Foto: Evilásio Júnior

Em meio às crescentes especulações sobre uma disputa interna entre o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) pela formação da chapa governista, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) tratou de esfriar o clima.

Segundo ele, as divergências fazem parte do processo interno do PT e não representam ruptura.

“Quem está apostando em divisão entre Rui, Wagner e Jerônimo vai perder a aposta. Eles vão estar juntos, animados e no mesmo bloco”, afirmou, em entrevista à CBN Salvador.

Daniel disse acompanhar de perto agendas no interior e garantiu que os principais líderes do grupo seguem alinhados. “Às vezes parece uma guerra interna, mas é da cultura do PT: debate, tensiona e depois todo mundo caminha junto”, completou.

Vice na corda bamba? Deputado defende Geraldo

Questionado diretamente sobre uma possível substituição do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), o parlamentar adotou cautela, mas deixou clara sua posição: “O ideal seria manter Geraldo. Ele tem legitimidade para estar na chapa”.

Ainda assim, reconheceu que o debate segue aberto, principalmente após o fortalecimento do PSD, partido do senador Otto Alencar.

“É um partido grande, com muitos prefeitos e força política. Tem legitimidade para pleitear espaço na majoritária”, admitiu.

Apesar da disputa, Daniel minimizou qualquer risco de ruptura: “Se houver mudança, não haverá tensão que justifique rompimento”.

MDB ameaça não pedir votos? “Vai passar”

Sobre a possibilidade de o MDB não pedir votos para Rui Costa, o deputado também relativizou.

Ele lembrou o cenário de 2018, quando havia desconfiança semelhante em relação à candidatura de Angelo Coronel ao Senado. Integrantes dos partidos de esquerda questionavam a retirada do direito de Lídice da Mata (PSB) concorrer à reeleição, mas ele acabou amplamente apoiado pelos petistas.

“Eu vi Wagner em vários palanques fazendo pedido especial de voto para Coronel. Essas tensões serão superadas”, disse Almeida, ao cravar: “No final, todos estarão no mesmo palanque pedindo voto para a chapa”.

Lula forte e impacto direto na Bahia

Daniel Almeida também projetou o cenário eleitoral de 2026 e reforçou o peso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

“A influência de Lula no Nordeste é inquestionável. Na Bahia, pode até crescer em relação a 2022”, cogitou.

Segundo ele, os investimentos federais no estado fortalecem a relação, sobretudo em obras de infraestrutura, ações na saúde, programas sociais e presença constante do líder petista no estado.

“Lula não vem aqui só visitar, vem anunciar investimentos”, destacou.

Obras de Jerônimo: confiança no ritmo acelerado

O deputado também saiu em defesa da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), especialmente em relação à promessa de entrega de mais de duas mil obras.

“É um volume extraordinário de entregas. Todo lugar que ele vai, entrega e anuncia novas obras”, declarou.

Ele ainda citou a capacidade de investimento do estado: “A Bahia é um dos estados que mais investem no Brasil. Isso é fruto de uma boa gestão fiscal”.

PCdoB quer espaço e propõe Aladilce

Na montagem da chapa, o PCdoB apresentou uma sugestão: o nome da vereadora Aladilce Souza para a suplência ao Senado.

“É mulher, tem identidade com pautas importantes e fortalece a presença em Salvador”, afirmou.

Caso seja escolhida ou não, ela seguirá na Câmara Municipal e não disputará a Assembleia Legislativa. 

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